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domingo, 9 de novembro de 2014

Moradores do Recife usam aplicativo para chamar catador para recolher o lixo reciclável

DANIEL CARVALHO RECIFE, PE - Pelo aplicativo, é possível tanto solicitar coleta em domicílio quanto localizar pontos de entrega para levar o material. Mais de cem profissionais ligados a cooperativas estão cadastrados. Para José Cardoso, 61, catador há 30 anos, a ferramenta digital aproxima sua categoria do restante da sociedade, dirimindo o preconceito. ‘Isso começa a desmistificar essa ideia de marginalidade. A sociedade passa a ver o catador como um trabalhador, passa a nos olhar como empreendedores que somos‘, diz Cardoso, integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. O Relix foi lançado em setembro e está disponível gratuitamente para Android e IOS.
 
O aplicativo faz parte de um projeto homônimo desenvolvido pela produtora cultural Lina Rosa a pedido do governo estadual. Orçado em R$ 4 milhões, o projeto tem patrocínio do Sesi. No fim do mês, cooperativas irão receber cem bicicletas adaptadas para substituir as carroças atuais, além de bonés, luvas e camisas com proteção solar. Os próprios catadores ajudaram a desenvolver o design da bike, cujo bagageiro comporta meia tonelada de lixo. Além disso, um espetáculo está percorrendo escolas públicas e indústrias de 23 municípios pernambucanos para estimular a reciclagem. Nas escolas visitadas, são instaladas lixeiras seletivas para acomodar os detritos até o recolhimento.
 
Os alunos também recebem uma cartilha ilustrada e os professores, um plano de aula para trabalhar o assunto. INÍCIO DISCRETO Por enquanto, o uso ainda é tímido: cerca de 400 downloads até o início da semana. A catadora Luciana Borges, 37, diz ter feito seis atendimentos em pouco mais de um mês. ‘É muito pouco ainda, e a maioria dos atendimentos é domiciliar. As empresas ainda estão fora do circuito‘, afirma Borges, que trabalha no ramo há 11 anos. O Recife é a sétima capital brasileira que mais gera lixo: 1,290 quilos diários por habitante, ante 1,213 na média nacional, segundo levantamento da ONG Footprint Network.
Agora, a idealizadora do projeto pretende inscrevê-lo na Lei Rouanet para conseguir levá-lo a outros Estados.
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Jovem brasileira é premiada para expandir pesquisa na Alemanha


A brasileira faz parte dos 25 cientistas selecionados por um júri de especialistas alemães para participarem do fórum científicoReprodução/Revista Brasileiro.
 
Com uma pesquisa sobre catadores de lixo reciclável no Brasil, a jovem cientista Tatianna Mello Pereira da Silva, de 27 anos, foi a única brasileira premiada na 6ª edição do Green Talents Award, que acontece amanhã, em Berlim, Alemanha.
 
A pesquisa revelou que o Brasil deixa de receber US$ 8 bilhões em recicláveis não aproveitados pelas coletas das prefeituras, que alcançam reuso de apenas 4% do material coletado. Além disso, por ser focado em direito ambiental e políticas públicas, o estudo avaliou a eficácia do trabalho dos catadores e se a atividade foi responsável por maior inclusão social e emancipação econômica da classe.
 
Para a cientista, será importante expandir a pesquisa na Alemanha, pois a "União Europeia atualmente discute o aumento da taxa mínima de reciclagem de resíduos sólidos municipais para 70% até 2030", o que não acontece no Brasil. "Enquanto o governo fedetatral não traçar metas concretas, como fez a União Europeia (...) a efetividade da Política Nacional de Resíduos Sólidos estará comprometida", explicou Tatianna à Agência Efe.
 
Tatianna também vai aproveitar pata estudar novos assuntos como o lixo eletrônico. "É uma questão relevantíssima que também me interessa e, portanto, é um possível tema a ser explorado durante a minha estadia na Alemanha", comentou.
 
A brasileira faz parte dos 25 cientistas selecionados por um júri de especialistas alemães para participarem de um fórum científico de duas semanas com estudiosos, onde poderão apresentar suas pesquisas. Parte do prêmio, concedido pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), será levar os pesquisadores selecionados aos grandes centros universitários alemães para desenvolverem seus projetos durante até três meses em 2015.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

NOTA DE REPÚDIO AO IPCC - INSTITUTO PRO-CIDADANIA DE CURITIBA

O IPCC prejudica o trabalho e a renda dos catadores e, ainda, explora trabalho de crianças e adolescentes que coletam materiais recicláveis.
NOTA DE REPÚDIO AO IPCC - INSTITUTO PRO-CIDADANIA DE CURITIBA
O IPCC (INSTITUTO PRÓ-CIDADANIA DE CURITIBA) uma ONG vinculada à Fundação de Ação Social de Curitiba, recebe o material reciclável recolhido pelos caminhões lixo que não é lixo. Depois leva o material para ser triado na Usina de Tratamento de Campo Magro (onde não tem catadores trabalhando) e depois VENDEM o material para DEPÓSITOS IRREGULARES (sem CNPJ, sem Alvará da Prefeitura, sem Licenciamento Ambiental, com exploração do trabalho de adultos, crianças e idosos). Dizem que os recursos são revertidos para seus programas sociais, como distribuição de cobertores, cestas básicas, etc.
Não fosse suficiente, o IPCC foi escolhido para fazer a gestão do projeto ECO-CIDADÃO, que tem por objetivo  promover a organização dos catadores para a melhoria de suas condições de trabalho e renda.
Além disso, o IPCC retirou dos catadores a gestão da UPET - Unidade de Beneficiamento do PET, doada pelo Banco do Brasil aos catadores, os quais foram não só alijados da gestão, como também não ficam com os resultados do beneficiamento. Ou seja, os catadores catam o PET, vendem para o IPCC que depois beneficia este PET na UPET e o IPCC fica com os lucros. Bonito, não?
Fatores a serem considerados:
1) de acordo com a Lei 12.305/10 (PNRS) a gestão do material reciclável deve ser feita de forma compartilhada com os catadores de materiais recicláveis, não se admtindo a interposição de nenhuma entidade, muito menos de uma ONG que atua como verdadeira ATRAVESSADORA;
2) o IPCC nada mais é do que um ATRAVESSADOR na cadeia produtiva - ou seja, explora os catadores e fica com os resultados financeiros para entregar cobertores e cestas básicas à população carente (e ainda "ganham louros" por realizarem trabalho social tão relevante).
3) Grave, ainda, o fato do IPCC vender a depósitos irregulares o material reciclável, não se importando se tem ou não criança trabalhando dentro de tais depositos, que não registram os seus empregados, não entregam equipamentos de proteção individual, não registram a CTPS, enfim, a mais cruel e verdadeira exploração, podendo se considerar como situação análoga a de escravos. Portanto, o IPCC é conivente com tal exploração.
4) Para agravar o que já é demasiamente grave e injusto, o IPCC está fazendo agestão do projeto Eco-Cidadão, que é da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba, para o que rece milhões de reais, enquanto os catadores continuam em condições de trabalho precaríssimas. O que o IPCC está fazendo com o dinheiro do Eco-Cidadaão? Comprando destes catadores (vinculados ao projeto) o material recicláveil, para depois revender o material e ficar o lucro da venda de maior volume, o que deveria ser realizado única e exclusivamente pelo conjunto de associações e cooperativas, e estas sim ficar com o lucro da venda de maior volume.
5) Tudo quanto aqui exposto já foi informado ao Secretário Municipal do Meio Ambiente, Renato Lima, em mais de três ocasiões, e nenhuma providência efetiva foi tomada.
6) Distribuir cobertores, cestas básicas, etc, à população carente é obrigação do Município de Curitba, através da FAS, razão pela qual rechaçamos que tal política de assistência social decorra da venda de material reciclável, em prejuízo dos catadores, mais vulneráveis dentre os vulneráveis.
OS CATADORES NÃO QUEREM ESMOLA. OS CATADORES QUEREM VALORIZAÇÃO, RECONHECIMENTO, RECEBER PELO TRABALHO PRESTADO E FAZER A GESTÃO COMPARTILHADA DA COLETA SELETIVA.
6) O FÓRUM LIXO E CIDADANIA DO PARANÁ, que apoia os catadores desde 2001, REPUDIA VEEMENTEMENTE a exploração dos catadores e EXIGE que o IPCC deixe de receber material reciclável bem como de gerenciar o programa Eco-Cidadão e que vá cuidar de cumprir com suas finalidades estatutárias.
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Em Curitiba, Assistência Social é bancada com exploração de catadores

Programa municipal não permite a autogestão dos catadores
Em Curitiba, Assistência Social é bancada com exploração de catadores
Os catadores de materiais recicláveis de Curitiba, em conjunto com apoiadores do Instituto Lixo e Cidadania do Paraná, estão em luta contra a prefeitura por conta do programa de coleta seletiva. Eles denunciam o Instituto Pró-cidadania de Curitiba (IPCC), ONG ligada à primeira-dama do município, por praticar uma gestão exploradora da força de trabalho dos catadores, supostamente, para financiar programas de assistência social.
Os caminhões de coleta de material reciclável da prefeitura são levados para uma Usina de Triagem que vende o material para depósitos irregulares, sem CNPJ, alvará da prefeitura ou licença ambiental. Para a realização das atividades, essa usina que não tem trabalho de catadores, utiliza-se de mão de obra infantil e do trabalho de adultos e idosos sem aplicação dos direitos trabalhistas.
Segundo a ONG, o recurso da venda dos recicláveis é revertido para os projetos sociais, como distribuição de cobertores, cestas básicas, etc. Essa prática é lesiva tanto para os catadores submetidos a exploração dos depósitos, como também para as cooperativas e associações organizadas que não recebem os materiais oriundos da coleta seletiva municipal. O IPCC também é responsável hoje pela gestão do programa EcoCidadão – com 500 catadores associados – que deveria fortalecer a organização dos catadores.
“Nossa proposta é que a prefeitura contrate as cooperativas e associações de catadores para realizarem a coleta seletiva. Solicitamos uma reunião com o prefeito, mas ele quis colocar o superintendente para nos receber. Nós nos recusamos a falar, porque não vai dar em nada. O prefeito voltou atrás e disse estar vendo uma agenda para nos receber”, informou Marilza Aparecida de Lima, articuladora do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) no Estado do Paraná.
O MNCR também questionou o modo de gestão de uma usina de beneficiamento de PET, também é gerida pelo IPCC, na qual os catadores são meros funcionários. Essa usina foi doada pelo Banco do Brasil aos catadores de Curitiba, mas quem se beneficia é o IPCC que compra as garrafas PET dos catadores, processa e fica com o lucro.
“Nossa opinião é que a responsabilidade de financiar a assistência social é do município, e não dos catadores. Isso é uma exploração e somos contrários”, declarou Marilza que também chama atenção para a falta de transparência no uso de recursos do BNDES, que deveriam beneficiar as organizações de catadores, mas que, até o momento, não se sabe para quais atividades esses recursos estão sendo empregados.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

SEMINARIO MUNICIPAL - DIREITOS DOS CATADORES - PORTO ALEGRE

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terça-feira, 9 de julho de 2013

PRIMEIRO ENCONTRO DE CATADORES - BIRITIBA MIRIM

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Marcha pela Coleta Seletiva com Inclusão dos Catadores


Participe conosco da Marcha em defesa da coleta seletiva e da audiência pública na Comissão de Participação Popular da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

DIA 06/05/2013 – SEGUNDA-FEIRA
07h30min – Concentração em frente ao Centro de Defesa dos Direitos Humanos da População de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis. Rua Paracatu, 969 – Barro Preto (Próximo da Avenida Amazonas).
08h30min – Marcha Pela Coleta Seletiva com inclusão dos Catadores.
10h00min – Audiência Pública e debate sobre a Proposta de Parceria Pública Privado – PPP na região metropolitana de Belo Horizonte. ALMG

PROGRAMAÇÃO  DA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALMG
A proposta de Parceria Público-Privada – PPP – e a coleta seletiva na gestão de resíduos sólidos da Região Metropolitana de Belo Horizonte

9h30 – Abertura
Exposições
§  A Política Nacional de Resíduos e a participação dos catadores de materiais recicláveis – Ministério Público do Trabalho do Paraná
§  A proposta de PPP da Região Metropolitana de Belo Horizonte, as fontes de financiamento e as responsabilidades dos municípios na implantação dos programas de coleta seletiva – Secretaria de Estado Extraordinária de Gestão Metropolitana
§  Impactos técnicos do modelo proposto pela PPP para os programas de coleta seletiva– Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais
§  O olhar das organizações de catadores frente à regulamentação dos resíduos – Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR
§  O papel dos municípios na gestão de resíduos sólidos e a coleta seletiva: o modelo de Itaúna – Prefeitura Municipal de Itaúna
§  Aproveitamento energético dos resíduos sólidos e seus impactos para as cidades – Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária
12 horas – Debate
13h30 – Encerramento

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Catadores terão linha de crédito do BNDES para fortalecer cooperativas


26/04/2013 - 21:13

Os catadores de materiais recicláveis terão uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para projetos de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Os recursos a serem disponibilizados pelo BNDES virão do fundo social que o banco forma com parte de seu lucro. 

O cŕedito sai do fundo que o banco forma com parte de seu lucro, ou seja, são recursos não reembolsáveis. Na prática, as cooperativas de catadores de lixo não vão precisar pagar o financiamento referentes a esses recursos para o banco. 

A nova linha de crédito do BNDES vai financiar obras e reformas de infra-estrutura física; de assistência técnica; e capacitação de cooperadores em todo o país. Mas para serem apoiadas pelo banco, as cooperativas de catadores de materiais recicláveis precisarão atender critérios de elegibilidade, tais como, estar em atividade legalizada há pelo menos seis meses, e não ter risco sanitário. 

Numa primeira etapa, os projetos de financiamento à cooperativas poderão ser encaminhados para análise do banco até o dia 20 de dezembro deste ano. Não há limite orçamentário definido para a nova linha.


Com informações da Agência Brasil
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Programa Cataforte gera renda para catadores de 20 estados


O Cataforte, um programa desenvolvido pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e a Fundação Banco do Brasil promove ação de formação e assessoria técnica para o setor de reciclagem dos resíduos sólidos e já beneficiou mais de 12 mil catadores de materiais recicláveis. O projeto teve início em 2007 visando o fortalecimento das organizações sociais e produtivas, das suas formas de autogestão e dos empreendimentos econômicos solidários. No total, estão sendo investidos mais de 23 milhões de reais oriundos do Orçamento Geral da União.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_LJq6TxIFr0&feature=youtu.be

O Cataforte é ligado ao programa Brasil Sem Miséria e está instalado em 20 estados brasileiros, totalizando 386 empreendimentos econômicos solidários. O programa contrata, por meio de convênio, entidades estaduais ligadas à reciclagem e segundo dados da Senaes 52% destes empreendimentos são constituídos por grupos informais, 28,4% deles apresentam a forma associativa e 16,8% já alcançaram a forma cooperativada. As mulheres representam 59% dos associados ou cooperativados.  
 
Com o sucesso do Cataforte a Senaes, em parceria com a Fundação Petrobrás, iniciou no final de 2010 o Projeto Cataforte II, que buscou dar seguimento às ações estimuladas por meio do Cataforte I, traduzidas por investimentos na estruturação logística das redes de comercialização, com ênfase na aquisição de veículos para a realização de coleta, transporte e comercialização de materiais recicláveis, além de capacitações em logística para lideranças e para catadores das cooperativas integrantes das redes e assistência técnica para a elaboração de planos de logística executáveis para essas redes.
 
Brasil sem Miséria - No âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, a Senaes vem investindo, em parceira com o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome desde o ano passado, mais 39 milhões de reais em ações de fomento para a organização e o desenvolvimento de cooperativas atuantes com resíduos sólidos com a finalidade de inclusão socioeconômica de catadores na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Até2014, a intenção é investir mais R$ 140 milhões no setor.
 
Para o secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, a grande maioria de catadores e catadoras de materiais recicláveis ainda atua de forma individualizada e precarizada. “Em grande parte, os catadores são pessoas que se encontram em situação de extrema pobreza morando nas ruas e junto aos lixões. Por isso, o governo federal tem reunido esforços, com respostas às necessidades de formação e assessoramento técnico e organizativo, além do atendimento às demandas de acesso a infraestrutura, crédito e de organização da comercialização. O apoio e fomento às organizações de catadores de materiais recicláveis fortalecem o potencial de inclusão social e de sustentabilidade das suas organizações”, afirma o secretário.
 
Os catadores beneficiados atuam em coleta seletiva nos bairros, fazendo catação em ruas das cidades e coletando materiais junto a grandes fornecedores (empresas geradoras).  Parte das cooperativas funciona em galpões que foram doados ou cedidos pelos órgãos públicos ou por outras organizações de apoio. Os galpões de triagem, prensagem e reciclagem variam em termos de tamanho e capacidade. Já outras cooperativas atuam em ambientes alugados enquanto aguardam a cessão e instalação de seus galpões. O material é triado, selecionado, prensado e encaminhado para comercialização em grande escala.
Os principais materiais reciclados são papel e papelão (de diversos tipos), metais (alumínio, ferro e lata), plástico mole e duro (pet etc) e isopor (diversos tipos). Algumas poucas cooperativas atuam com resíduos líquidos, sobretudo óleos e gorduras recicláveis para produção de biodíesel.

 Fonte:
http://www.brasilsemmiseria.gov.br/noticias/noticias-geral/programa-cataforte-gera-renda-para-catadores-de-20-estados

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO DEBATE QUESTÕES ESSENCIAIS PARA O MOVIMENTO DOS CATADORES

FONTE: EXPOCATADORES

O Auditório Principal da ExpoCatadores 2012 foi palco do debate Ministério Público e o apoio a causa dos catadores, com participação de representantes do MP do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Margaret Matos de Carvalho, do Ministério Público do Trabalho do Paraná, agradou ao público presente com falas que exaltaram a importância da construção de um Movimento sólido e unido, que impulsione o cumprimento da PNRS em todo o país.

A Procuradora do Trabalho elencou os deveres que os municípios do Paraná têm ao assinar o termo de compromisso em relação a gestão dos resíduos. Em primeiro lugar, é importante que todos os catadores sejam cadastrados, o que já é feito por meio do Cadu (Cadastro Único). Com números atualizados e perfis dos trabalhadores, é mais fácil fortalecer e programar ações.

Outras responsabilidades são o apoio à formação de associações e cooperativas e a contratação com remuneração por tonelada, a formação continuada dos catadores, com alfabetização e capacitações, assistência técnica e social, disponibilização de creches e escola e período integral e a viabilização de infraestrutura com galpões, caminhões, balanças e prensas. “Não tem que tirar o catador da rua e colocar no galpão. O catador tem que ter direito a caminhão, a veículo de pequeno porte. Tem que acabar com essa história de puxar com o corpo”, defendeu.

Margaret citou o Decreto Nacional 5940, de 2006, que diz que todo órgão público federal deve ter separação de resíduos e entregar para cooperativas. Até hoje, no entanto, ele não é cumprido.

A partir desse Decreto Nacional, o Ministério Público do Paraná lutou por um decreto similar, porém estadual, que obrigasse os órgãos do Estado a coletarem seus resíduos. Neste processo foram abertas, inclusive, ações civis públicas contra órgãos que estavam resistentes a entregar o material aos catadores – queriam, na verdade, vendê-lo.

Outra ação importante do MP do PR são fóruns mensais que discutem lixo e cidadania e mantém o assunto sempre em destaque.

Margaret discorreu ainda sobre a estreita relação entre as Parcerias Público-Privadas e a questão da incineração. “Incineração é incompatível com a PNRS, é um corpo estranho. Aonde houver PPP é porque no final vai ter incineração. É sinal de perigo”. Essas parcerias, segundo ela, só devem existir se os catadores estiverem na gestão de resíduos sólidos.
Saint Claire Honorato Santos, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente do MP do Paraná, foi claro: “A conta da incineração nunca é apresentada. E somos todos nós que pagamos”, disse. A fórmula é simples e conhecida: “Deus recicla, o diabo incinera”.

De acordo com Saint Claire, muitos municípios criam dificuldades porque não querem favorecer os catadores. “É muito difícil convencer os prefeitos. Existem outras questões. Nós insistimos na compostagem porque não se faz compostagem com os recicláveis misturados. Por isso, fizemos cartilhas técnicas para não haver desculpa”.

As cartilhas incluem informações sobre como montar centros de compostagem e desestimula com rigor o uso de telhas de amianto, extremamente tóxicas. Como alternativa, ensinam a construir telhados de bambu, com descrição de custos para que os valores não sejam modificados na prática. As cartilhas estão disponíveis no site do Ministério Público do PR.

Marta Leal, do Ministério Público do RS, comentou que a questão por lá ainda está no começo e citou o projeto Resanear, que está em andamento e abrange todos os municípios com atividades como oficinas que capacitam prefeitos para a elaboração de planos de saneamento e resíduos sólidos. “A questão não é só o meio ambiente. É também social”.

Adriano Dutra Gomes de Farias, do Ministério Público de MG, falou sobre o papel da CIMOS, Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais, que atua de forma regionalizada na promoção de políticas públicas.

Para todos, é importante sair do gabinete para fazer com que as coisas aconteçam. Marta citou uma frase importante: “Promotor que não tem visão social tem que ser desapropriado”.
Ao final, Alex Cardoso, do MNCR/RS, promoveu um “abraço coletivo” no palco, que simbolizou a união entre os catadores e o Ministério Público.


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terça-feira, 27 de novembro de 2012

EXPOCATADORES


Evento será realizado entre 28 à 30 de novembro de 2012
EXPOCATADORES 2012
A EXPOCATADORES 2012, que acontecerá de 28 a 30 de novembro no pavilhão amarelo da ExpoCenter Norte em São Paulo, reunirá especialistas em gestão de resíduos sólidos do Brasil e da América Latina com a tarefa de valorização profissional dos catadores de materiais recicláveis e de fortalecimento de sua ação na cadeia produtiva de recicláveis de forma sustentável e inclusiva.
O evento discutirá temas em torno da qualidade de vida dos trabalhadores envolvidos nesse processo e da destinação correta dos resíduos sólidos erroneamente chamados de lixo.  Dessa forma, ele vem ao encontro de diversas ações do poder público, de empresas e da sociedade e deve agrupar experiências exitosas de todo o Brasil, além de iniciativas da América Latina e de outras regiões do mundo.
Acompanhe as novidades: www.expocatadores.com.br
Este encontro, contará com o público permanente de 1.500 catadores de 25 estados brasileiros, além de visitantes, com a estimativa de presença de quatro mil pessoas por dia. Haverá, ainda, a participação de delegações de 12 países da América Latina, além da Índia e da África do Sul.
Simultaneamente será realizado o 3º Encontro Nacional e Internacional de Catadores com para intercâmbio de experiências, que pretende repetir o nível de participação de edições anteriores. Os temas, debatidos em seminários técnicos, referem-se a questões sobre a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o fechamento de lixões e os planos de gestão dos resíduos.
Nesse contexto, a terceira edição da EXPOCADORES almeja que cooperativas e redes de catadores possam ter acesso a cartas de crédito para negociar diretamente com empresas e fazer negócios dentro desse evento. A proposta está sendo construída junto ao Banco de Brasil para a criação de uma linha de crédito específica para as organizações de catadores.
A Expocatadores 2012 reunirá as empresas produtoras de equipamentos e tecnologia do setor, facilitando o intercâmbio entre os diversos atores do mercado. Essa iniciativa, além de simbólica, tem caráter educativo. As organizações de catadores credenciadas com cartas de crédito passarão por capacitação com técnicos da área financeira para realizar os melhores negócios na feira com bons resultados para os catadores.  A Feira de Negócios cumprirá o papel de estabelecer o contato das organizações de catadores com as empresas e melhorar essa relação. Os catadores terão a oportunidade de conhecer novas as tecnologias e equipamentos para trabalhar adequadamente nas cooperativas, adquirindo informação, refletindo diretamente no trabalho e planejamento dos empreendimentos.
 Movimento Nacional de Catadores
Ao longo de 10 anos, o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) lançou-se num projeto ambicioso: o de alçar o trabalho dos catadores a uma profissão reconhecida e valorizada no Brasil. Até então, como essa ocupação profissional não era reconhecida, o trabalho informal e desordenado era (e é) frequentemente motivo de repressão por parte do poder público, e os trabalhadores vítimas de preconceito da sociedade em geral.
Dez anos atrás, sair de uma situação de miséria extrema e avançar patamares na cadeia produtiva da reciclagem era um sonho considerado utópico. No entanto, hoje o trabalho dos catadores de materiais recicláveis é classificado como ocupação profissional pelo Ministério do Trabalho e Emprego e está inserido definitivamente nas políticas públicas de gestão de resíduos sólidos no Brasil. Basta examinar a Política Nacional de Saneamento (Lei 11.445/07), a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) e outras leis e decretos complementares de incentivo fiscal e regulatório.
A categoria dos catadores de materiais recicláveis é hoje uma alternativa estratégica no combate à pobreza extrema e oportunidade de negócio em um mercado promissor resultado das políticas públicas criadas recentemente com a participação do movimento social organizado.
A EXPOCATADORES 2012 é uma realização do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e da Associação Nacional de Carroceiros e Catadores de Materiais Recicláveis (ANCAT).

Vendas
Event Planning Solutions
Telefone: (11) 55314455
E-mail: expocatadores@epseventos.com.br

Serviços:
Dia do evento: 28 a 30 de novembro de 2012
Local: Pavilhão Amarelo - Expocenter Norte
Rua Galatéia, 220 São Paulo – SP CEP 02068-000
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