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sábado, 6 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Cadastro Nacional dos Operadores de Resíduos Perigosos
Marcadores: Resíduo Tóxico
[EcoDebate]
Entre os instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS
(Lei 12.305/2010 e Decreto 7.404/2010) está o CNORP ao qual devem
obrigatoriamente cadastrar-se todas as pessoas jurídicas que operam com
resíduos perigosos em qualquer fase de gerenciamento. Este cadastro deve
ser implantado de forma conjunta entre os órgãos dos sistemas de meio
ambiente federal, estaduais e municipais. O CNORP deve ser integrado ao
Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras (Lei
6.938/1981, artigo 17, item II – Política Nacional de Meio Ambiente) e
ao Sistema
Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos – SINIR
instituído pela PNRS. Os três instrumentos fazem parte do Sistema
Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA e são coordenados pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.
Todos estes cadastros devem ter disponibilidade e publicidade aos órgãos
e entidades que tenham interesse ou necessidade de acesso aos seus
conteúdos.
A instalação e funcionamento de empreendimentos que gerem ou operem
com resíduos perigosos para serem licenciados precisam comprovar
capacidade técnica, econômica e de condições necessárias ao
gerenciamento: disponibilidade de meios técnicos e operacionais
adequados para a(s) etapa(s) de sua responsabilidade, observação das
normas e critérios estabelecidos pelos órgãos ambientais e uma
estimativa anual dos custos operacionais das atividades, além de outros
documentos e comprovantes, inclusive nas renovações de seus
licenciamentos ambientais.
Os empreendimentos que produzem ou operam com resíduos perigosos
estão obrigados à elaboração de planos de gerenciamentos destes
resíduos, submetendo-os ao órgão competente do Sistema Nacional de Meio
Ambiente – Sisnama e se necessário ao Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária – SNVS. Devem manter registros atualizados e acessíveis de
todos os procedimentos quanto à implementação e operacionalização do
plano aprovado, informar anualmente aos órgãos responsáveis do Sisnama
ou SNVS a quantidade, natureza, destinação temporária e final, adotarem
medidas para redução do volume e periculosidade e comunicarem imediatamente aos órgãos competentes a ocorrência de acidentes ou outros perigos relacionados aos resíduos sob sua responsabilidade.
A inspeção das instalações e procedimentos dos planos de
gerenciamento de resíduos perigosos é assegurada aos órgãos
responsáveis, sendo que quando o controle for realizado por órgãos
federais ou estaduais, as informações sobre o conteúdo do plano,
inclusive operacionais, serão repassadas ao poder público municipal. No
licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos que operem
resíduos perigosos, pode ser exigida a contratação de seguro de
responsabilidade civil por danos ambientais ou à saúde pública. A
Instrução Normativa 01/2013 do IBAMA, publicada no Diário Oficial de 30
de janeiro de 2013, regulamenta o Cadastro Nacional dos Operadores de
Resíduos Perigosos – CNORP.
Lista de siglas utilizadas neste artigo:
CNORP – Cadastro Nacional dos Operadores de Resíduos Perigosos.
IBAMA – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis.
PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos.
SINIR – Sistema Nacional de Informações sobre Resíduos Sólidos.
SISNAMA – Sistema Nacional de Meio Ambiente.
SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
Antonio Silvio Hendges,
Articulista do Portal EcoDebate, é Professor de biologia, jornalista,
assessoria em gestão sustentável de resíduos sólidos e educação
ambiental.
sábado, 2 de março de 2013
Estado incinerará 270 toneladas de agrotóxicos obsoletos armazenados
Marcadores: Resíduo TóxicoCETESB e inpEV alocarão recursos para as atividades de acondicionamento, transporte e incineração final dos resíduos, armazenados em propriedades rurais.
Aproximadamente 270 toneladas de agrotóxicos obsoletos que estão armazenados por produtores rurais em diversas regiões do Estado de São Paulo, serão incinerados em locais licenciados pela CETESB para esta finalidade, após dez meses de campanha realizada pelas Secretarias Estaduais de Meio Ambiente, da Agricultura e Abastecimento, Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), Federação da Agricultura do Estado (FAESP), Organização das Cooperativas do Estado (OCESP) e Associação Nacional das Distribuidoras de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV), que levantaram a quantidade desses resíduos ainda existentes no estado.
OS presidentes da CETESB, Otavio Okano e João Cesar Rando, da inpEV, assinaram na sexta-feira (1/2) um Termo de Cooperação, na sede da agência ambiental paulista, para planejar o condicionamento e transporte desses agrotóxicos - proibidos desde a década de 80 no país -, para serem incinerados em fornos adequados. Os agrotóxicos absoletos, sendo os mais conhecidoss o DDT e Aldrin, são uma das 22 substâncias tóxicas classificadas como POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) pela Convenção de Estocolmo. O Brasil, como um dos signatários deste acordo (a CETESB responde como Centro Regional desta convenção para a região da América Latina e Caribe), vem adotando medidas de controle relacionadas à produção, importação, disposição e uso dessas substâncias perigosas.
Entre setembro de 2011 e julho de 2012, foi desenvolvida a campanha com o tema “Levantamento de Agrotóxicos Obsoletos: Produtor Rural, nós precisamos de você”, composta por cartilhas, folhetos, cartazes, mensagens em rádios e pela internet. A campanha teve o objetivo de sensibilizar os produtores rurais a declarar, nas Casas de Agricultura e Escritórios de Defesa Agropecuária de todo o Estado, a quantidade de agrotóxicos obsoletos proibidos por lei, existentes nas propriedades rurais do Estado.
Os dados tabulados pela Coordenadoria de Defesa Agrícola (CDA) e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), resultaram em aproximadamente 270 toneladas de agrotóxicos obsoletos declarados. Com base em visitas técnicas realizadas para aferir essa quantidade e também na experiência de projeto semelhante realizado no Estado do Paraná, os parceiros desta campanha ainda estimam um incremento da ordem de 30%, podendo chegar a cerca de 350 toneladas de produto tóxico a serem, ainda, incineradas. Essa quantidade foi declarada por 327 produtores rurais do Estado, os quais, desde a proibição de uso em 1985, os mantiveram estocados em suas propriedades.
A maior quantidade desses resíduos estão estocados em propriedades rurais da região de Lins, com 68.743 kg declaradas. A região de Ourinhos, com 32.812 Kg e de Ribeirão Preto, com 30.000, também aparecem no topo da lista. A incineração desses agrotóxicos fora de uso será feita por empresa licenciada pela CETESB no Estado de São Paulo, que deverá emitir certificados das quantidades de resíduos incinerados.
Texto: Renato Alonso
Fotos: José Jorge
Fonte: CETESB
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Rhodia diz que lixo tóxico depositado em São Vicente (SP) terá destino diferente que a incineração em Camaçari
Marcadores: Resíduo Tóxico
São Vicente (SP) – Galpão da empresa Rhodia próximo ao bairro
residencial Gleba II, em São Vicente, na baixada santista. A empresa
armazenou durante décadas milhares de toneladas de resíduos tóxicos em
terrenos da Baixada Santista. Foto de Marcelo Camargo/ABr.
A empresa Rhodia não planeja dar a mesma destinação do lixo tóxico
armazenado na antiga fábrica de Cubatão aos resíduos que estão
concentrados em um terreno de São Vicente, município do litoral
paulista, disse à Agência Brasil o diretor industrial da instituição,
Gerson Oliveira.
“Não é uma operação retida pela organização neste momento. Estamos
buscando alternativas”, declarou. Ele aponta que o confinamento a que o
material está sujeito no local é uma boa solução técnica, pois não
oferece risco às pessoas, nem ao meio ambiente.
De acordo com a Rhodia, cerca de 3 mil toneladas de lixo tóxico, que
resultou do processo de produção da indústria em Cubatão, na Baixada
Santista, serão transportados para Camaçari, região metropolitana de
Salvador (BA), para ser incinerado pela empresa de soluções ambientais
Cetrel Lumina. O material é comprovadamente cancerígeno.
A ação, conforme divulgado com exclusividade pela Agência Brasil
http://www.ecodebate.com.br/bCn na última terça-feira (20), foi
autorizada pelos órgãos ambientais dos dois estados: Instituto de Meio
Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia e Companhia de Tecnologia
de Saneamento Ambiental (Cetesb) de São Paulo, que informou autorização
para o transporte de 5 mil toneladas de resíduo.
De acordo com o Oliveira, uma das razões para dar destinos diferentes
aos materiais tóxicos de Cubatão e São Vicente é o volume de lixo
armazenado nesses locais. Ele informou que a quantidade de resíduos é
pelos menos dez vezes maior no terreno vicentino, com cerca de 30 mil
toneladas.
A área, chamada de Estação de Espera, aglutina resíduos de pelo menos
outros seis terrenos da Baixada Santista que também receberam descarte
de material. A área fica localizada às margens da Rodovia Padre Manoel
da Nóbrega (SP-055).
Oliveira explicou ainda que as duas áreas têm características de
armazenamento diferentes, o que torna mais urgente a queima do material
presente na antiga fábrica. “Os resíduos que eu tenho em Cubatão estão
em um armazém e os outros [de São Vicente] estão em um confinamento.
Esses outros, entre as aspas, já têm uma solução. Então eu tenho que
partir para algo que seja melhor do que isso. São abordagens distintas”,
defendeu.
A tentativa de transportar o material contaminado por compostos
organoclorados, como o pó da china (pentaclorofenato de sódio) e o
hexaclorobenzeno, de São Vicente, já havia sido feita pela Rhodia em
2004. A iniciativa foi suspensa por definição do juiz Ricardo D’Ávila,
da 5ª Vara da Fazenda Pública da Bahia.
Apesar de estudar outras formas tecnológicas para destruição dos
resíduos de São Vicente, o diretor industrial defendeu a operação de
transporte e incineração na Bahia e destacou que a empresa está
confiante no procedimento.
“É extremamente seguro. Temos tido um cuidado extremo, seja do ponto
de vista técnico, seja do administrativo. É um incinerador que tem
tecnologia apropriada para esse tipo de destruição e que é todo
monitorado por dentro. Tivemos pré-testes e testes para assegurar toda
essa operação exemplar em termos de destruição térmica por incineração”,
declarou.
Para órgãos ambientais paulistas, a incineração a ser feita pela
Cetrel servirá de modelo para uma futura decisão sobre o caso de São
Vicente. O secretário municipal de Meio Ambiente, Alexandre Casasco,
disse na última quinta-feira (22) à Agência Brasil que poderá exigir o
mesmo procedimento caso o processo de queima do material seja positivo.
Reportagem de Camila Maciel, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 26/11/2012
Vereadores de Camaçari (BA) repudiam envio de lixo tóxico para ser incinerado no município
Marcadores: Resíduo Tóxico
A Câmara de Vereadores de Camaçari (BA) aprovou, em 22/11, uma moção
de repúdio contra o envio de cerca de 5 mil toneladas de material
contaminado por resíduos industriais tóxicos de Cubatão (SP) para ser
incinerado no município baiano.
O texto de autoria do vereador José Marcelino de Jesus Filho (PT)
destaca o risco de transportar, por 1,5 mil quilômetros, o resíduo
tóxico da empresa multinacional Rhodia. A moção também cita a ameaça de
que a queima do material contaminado libere no ar substâncias tóxicas
como as dioxinas – risco descartado pelos órgãos ambientais paulista e
baiano que autorizaram a operação.
Conforme a Agência Brasil noticiou
com exclusividade na terça-feira (20), os órgãos ambientais paulista e
baiano autorizaram a Rhodia a transferir para Camaçari 760 toneladas por
ano, de material contaminado por substâncias organocloradas como o
pentaclorofenato de sódio (pó da china) e o hexaclorobenzeno para serem
queimadas pela empresa de soluções ambientais Cetrel Lumina, que tem
incinerador instalado no Polo Petroquímico de Camaçari, na região
metropolitana de Salvador.
Segundo o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia
(Inema) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo
(Cetesb), testes de queima de amostras do material enviado pela Rhodia à
Cetrel Lumina comprovaram a eficácia do incinerador para eliminar
integralmente qualquer resíduo que ofereça risco à população ou ao meio
ambiente.
Na moção aprovada pela Câmara municipal, Marcelino lembra que, ainda
na década de 1990, outras 33 mil toneladas de solo contaminado por
resíduos da Rhodia foram armazenadas em outro município paulista da
Baixada Santista, São Vicente. A solução deveria ser temporária, até que
todo o material fosse queimado pela própria empresa, em um incinerador
instalado na fábrica da multinacional, em Cubatão. Em 1993, contudo, a
Justiça determinou a interrupção da queima e a interdição de toda a
fábrica que colocava em risco a saúde dos trabalhadores.
Desde então, todo o material recolhido na Baixada Santista aguarda
por uma solução definitiva. Na área onde funcionava a fábrica em
Cubatão, estão as cerca de 5 mil toneladas recolhidas de três locais da
cidade. Já as cerca de 33 mil toneladas que estão em São Vicente são
provenientes de cinco terrenos vicentinos e de outros três de Itanhaém,
município do litoral paulista a cerca de 80 quilômetros de Cubatão,
origem dos resíduos irregularmente descartados a partir de meados da
década de 1970. O eventual envio do material de São Vicente para
Camaçari depende da obtenção de novas autorizações mas, por enquanto,
Rhodia, Cetesb e Secretaria de Meio Ambiente de São Vicente não discutem
essa possibilidade.
A Associação de Combate aos Poluentes (ACPO) – formada por
funcionários da Rhodia contaminados pelo contato com substâncias
tóxicas, divulgou nota pedindo explicações sobre a destinação das cinzas
resultantes da queima que, segundo a entidade, são consideradas
perigosas.
“O relatório da Cetesb não esclarece para onde está sendo destinada a
grande carga de cinzas tóxicas, uma vez que apenas dez por cento do
material contendo resíduos tóxicos da Rhodia é passível de ser
transformado em gases poluentes para “suposto” tratamento. Os 90%
restantes [do material] permanecem [após a queima] como sólidos
perigosos”, diz a nota da ACPO, que promete recorrer à Justiça para
tentar impedir a operação.
Reportagem de Alex Rodrigues, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 26/11/2012





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