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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Copa do Mundo movida a biodiesel


Copa do Mundo movida a biodiesel: BIOPLANET é lançado no Rio de Janeiro
ü  Projeto, que conta com o apoio da Ambev, irá coletar óleo de cozinha usado para fabricar biodiesel em todas as cidades sedes da Copa do Mundo;
ü  Combustível será selo de sustentabilidade da competição;

ü   Iniciativa vai envolver 10 mil catadores de materiais recicláveis e integra Plano de Promoção do Brasil para Copa;


Rio de Janeiro, 25 de fevereiro – Acontece hoje, às 10h, o lançamento nacional do BIOPLANET, no Polo Industrial de Sustentabilidade do Rio de Janeiro. O projeto, que conta com o apoio da Ambev, integra a programação oficial do Governo Federal de promoção do Brasil para a Copa de 2014.

Com a previsão de produção de 25 milhões de litros de biodiesel até o evento, a iniciativa começa no Rio de Janeiro e o lançamento nas demais cidades que receberão a Copa e a Copa das Confederações acontecerá nos próximos dois meses.

Estão previstas a constituição de 40 Arranjos Produtivos Locais (APL) nas cidades sedes e centros de treinamento da Copa para a produção, promoção e uso de biodiesel a partir de óleos e gorduras residuais (OGR) – óleo de cozinha usado.  Objetivo é que em 2014 esse biocombustível seja usado nos carros que transportarão as delegações oficiais durante a Copa.

"O Bioplanet vai mobilizar 3 milhões de estudantes nacionalmente, prevê a inclusão produtiva de 10 mil catadores de materiais recicláveis e é uma marca de sustentabilidade para Copa do Mundo", explica Vinícius Puhl, um dos coordenadores do projeto. 

“A produção do biodiesel é essencial para o planeta e tornou-se inadiável. Essa iniciativa visa o futuro e também contribuirá no fortalecimento das cooperativas de catadores e reciclagem”, destaca o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto. 

 Um estudo recente da Casa Civil identificou que no Brasil é descartado indevidamente 1, 4 bilhão de litros óleo de cozinha usado. O resíduo vai para o ralo da pia em 50 milhões de residências e pequenos estabelecimentos do ramo da alimentação.

“Na Ambev, a preservação do meio ambiente está entre nossos principais compromissos. Por isso, apoiamos e acreditamos em projetos como o Bioplanet. Com ele vamos, ao mesmo tempo, evitar que o óleo de cozinha usado contamine milhares de litros de água e também estimular dezenas de cooperativas de reciclagem”, afirma Ricardo Rolim, diretor de relações socioambientais da Ambev. 

Márcia Werle, presidente do Conselho da Biotechnos, organização proponente do Bioplanet destaca o legado ao país com a execução do Projeto. "O Bioplanet é um conceito de sustentabilidade, economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo. Um dos principais elementos de seu desenvolvimento é a educação ambiental e a capacidade de mobilizar o Brasil, sob a plataforma da Copa do Mundo, deixando o legado ambiental”, contou a idealizadora do projeto. 

Para Edson Freitas, Presidente da Abrepet – Associação Brasileira da Cadeia de Sustentabilidade Ambiental do Pet, uma das organizações parceiras na reciclagem das garrafas PET do projeto, a educação ambiental é fundamental.

“Eu era um catador, comecei a trabalhar com reciclagem há 15 anos e, a Eccovida - organização não governamental parceira na execução do Bioplanet no Rio de Janeiro - veio me ajudar no trabalho de conscientização ambiental e tudo cresceu. Hoje, retiramos cerca de 50 milhões de PET das comunidades. Eu adotei a Eccovida e quero integrar ainda mais esse trabalho”, assume Edson Freitas.

“Se você fizer a seguinte relação: 1 litro de óleo contamina até 25 mil litros de água e se você recolhe mil litros, olha o beneficio ambiental que se gera só na questão da preservação da água. Agora na questão do Biodiesel, se você misturar 20% do biodiesel ao óleo diesel do veículo, você terá uma redução de 60% na emissão dos gases poluentes. Em termos de ganho ambiental, esse projeto tem números grandiosos”, revela Edson.  


Primeiros pontos de coleta
No Rio de Janeiro: Rocha Miranda, Complexo do Alemão, Juramento e Inhaúma. Municípios: Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba, Macaé e São Gonçalo.   


Apoio e idealização
Uma iniciativa desenvolvida com o apoio da Ambev pela Biotechnos Projeto Autossustentáveis, com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) através do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL), do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, entre outras organizações, estando integrada aos esforços do Brasil na realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Serviço
Data: Segunda-feira (25/02)
Local: Polo Industrial de Sustentabilidade, Estrada João Paulo, 1005 Honório Gurgel - Zona Norte- RJ (Referência: Avenida Brasil saída 22)
Horário: 10h 
Maiores informações: (21) 8032-5502     
Assessoria de Imprensa: Dayanne Fogaça (21) 8133-0100  e Paula Costa (21) 9856-8189      

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Importância do descarte de óleo de cozinha, artigo de Maria Cecília Alves de Vasconcelos


reciclagem

Estudos apontam que um litro de óleo é capaz de poluir 20 mil litros de água, que permanecerá no ambiente por mais de 14 anos até que ela esteja novamente pronta para o consumo humano.

[EcoDebate] As consequências do descarte de óleo no ambiente são as mais diversas, afeta animais que ingerem as águas poluídas, impermeabiliza o solo e as raízes de plantas impedindo a absorção de nutrientes, adere às penas de aves impossibilitando o seu voo. As moléculas de óleo criam uma camada superficial na água que dificulta a penetração de luz, a oxigenação da água e consequentemente, altera a reprodução de algas, fitoplancton e peixes, causando um desequilíbrio no sistema aquático afetado.

Além das consequências ambientais, a poluição causada por óleo nas águas dos rios aumenta o custo no tratamento do esgoto em até 45%. Os métodos químicos utilizados para a despoluição da água eleva o custo da conta no final do mês para o consumidor. O óleo também é responsável por aumentar a aderência de sujeira nos canos de escoamento de esgoto, para desentupir é necessário utilizar outros agentes químicos poluentes, aumentando ainda mais o impacto ambiental dos resíduos despejados nos rios.

Para evitar os danos causados ao meio ambiente o óleo comestível doméstico pode ser reciclado de diversas maneira: produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel. A maior parte do que é coletado é reciclado sob a forma de sabão ou mesmo de biodiesel. As técnicas consistem em:

Biodiesel - A reciclagem do óleo de cozinha em energia renovável começa pela filtragem, que retira todo o resíduo deixado pela fritura. Em seguida é retirada a água misturada ao produto. Conforme o tipo de óleo, ele ainda é submetido a uma purificação química que irá retirar os últimos resíduos. Esse óleo “limpo” recebe então a adição de álcool e de uma substância catalisadora. Colocado no reator e agitado a temperaturas específicas, ele se transforma em biocombustível e após o refino pode ser usado em motores capacitados para queimá-lo.

Sabão - Quimicamente o sabão é um sal de ácido graxo. Tradicionalmente, o sabão é produzido por uma reação entre gordura e hidróxido de sódio e de potássio e carbonato de sódio. A receita mais comum para fabricação de sabão com óleo de cozinha é:


Materiais
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama



Preparo
Coloque cuidadosamente a soda em escamas no fundo de um balde. Depois, coloque a água fervendo. Mexa até diluir todas as escamas da soda. Adicione o óleo e mexa. Adicione o amaciante e mexa novamente. Jogue a mistura numa fôrma e espere secar. Corte o sabão em barras.


Diferentemente dos outros materiais recicláveis, a coleta seletiva de Goiânia ainda não recolhe óleo de cozinha utilizado, porém a SANEAGO lançou em 22 de março de 2012 o programa “Olho no Óleo”. Os municípios beneficiados com a coleta do produto são: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Itumbiara. 

O programa contempla o cidadão que entregar garrafas PET com óleo por meio de um bônus em forma de crédito na fatura de água. Todo o óleo coletado é encaminhado para a produção de biodiesel que, atualmente, é a forma mais adequada de reaproveitamento desse resíduo. Já para os estabelecimentos que produzem grande quantidade de óleo o programa exige um cadastramento que deve ser feito pelo número 115, a companhia de água envia viaturas para coletas nestes estabelecimentos e o quantitativo entregue é revertido em bônus para os empresários. Os pontos de coleta nos municípios são atendidos encontram-se no site http://www.saneago.com.br.

Reciclar é uma necessidade, não deve sair do cotidiano do cidadão, viver em sociedade é constantemente avaliar erros para gerar acertos, mudar trajetos para entender os caminhos, olhar a vida todo dia, refletindo sobre harmonia que se pode criar.

Maria Cecília Alves de Vasconcelos é Mestranda em Ecologia e Produção Sustentável – PUC Goiás.
EcoDebate, 26/11/201
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