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sexta-feira, 28 de março de 2014

São Francisco é a primeira cidade dos EUA a proibir água em garrafas plásticas


A cidade norte-americana de São Francisco, na Califórnia, deu mais um exemplo para o mundo em termos de desenvolvimento sustentável. A partir de outubro deste ano, estarão banidas as vendas de água em garrafas plásticas para uso individual.

Após cobranças e protestos realizados por ativistas, as autoridades locais entraram em um consenso e determinaram que só poderá ser comercializada água em garrafas plásticas que comportem mais de 600 ml.

A medida pretende reduzir os impactos ambientais gerados para a fabricação do PET e também de seu descarte. “Todos nós sabemos da importância de se combater as mudanças climáticas, São Francisco tem liderado a luta por nosso meio ambiente”, declarou o Presidente do Conselho de Supervisores, David Chiu, que também foi quem criou a lei.

Durante sua fala ao San Francisco Bay Guardian, o líder também mostrou uma garrafa com 25% de sua capacidade preenchida com óleo, para representar a quantidade de petróleo usada na fabricação e transporte de garrafas d’água. Chiu lembrou que antes da década de 90 as garrafas plásticas quase não eram utilizadas, portanto não são itens necessários para manter a qualidade de vida da população.

A mesma atitude tem sido replicada em outras localidades. Ainda nos EUA, a Universidade de Seattle proibiu o comércio das garrafas de água em seu campus. Na Austrália, a comunidade de Bundanoon foi a primeira a banir a água engarrafada.

Redação CicloVivo
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Produção, utilização, descarte e reciclagem do PET no Brasil

O politereftalato de etileno ou PET é o resultado da reação entre o ácido tereftálico (ácido 1,4-benzoldicarboxílico, C6H4(COOH)2, para-dicarboxil-benzeno) e o etileno glicol (etano 1, 2-diol, HOCH2CH2OH) que formam um polímero termoplástico, ou seja, que pode ser reprocessado diversas vezes através do mesmo ou outros processos. Foi desenvolvido em 1941 pelos ingleses Whinfield e Dickson e seu principal uso é em embalagens e fibras para tecelagem. A popularização dos produtos embalados em PET, principalmente bebidas, aconteceu a partir dos anos 70 do Século XX e as primeiras ações de reciclagem aconteceram no EUA e Canadá na década seguinte.
No Brasil, o uso do PET iniciou em 1988 em substituição às garrafas, litros, garrafões e outras embalagens de vidro que eram utilizadas pelas indústrias de bebidas e alimentos. As vantagens imediatas para estas indústrias foram a substituição das embalagens retornáveis e que necessitavam de sistemas de logística reversa por outras descartáveis, sem retorno, mais baratas, versáteis e sem necessidade de manutenção e reposição das perdas. Para os consumidores, a praticidade do descarte imediato após o consumo, sem necessidade de guardar e devolver na próxima compra.
A produção brasileira de PET em 2012 foi de 562 mil toneladas, sendo 59% – 331 mil toneladas recicladas. Esta é uma média superior aos EUA e semelhante aos países europeus, onde a reciclagem é mais profissionalizada. O principal consumidor do PET reciclado no Brasil é a indústria têxtil com 38,2%, as indústrias de resinas insaturadas e alquídicas com 23,9% e embalagens com 18,3%. Na indústria têxtil, o PET é utilizado na fabricação de roupas, travesseiros, mantas, edredons, bichos de pelúcia, carpetes, tapetes e materiais esportivos. Das resinas são produzidas vassouras, cordas de varal, caixas d’água, piscinas, torneiras, tubos e conexões, pias, bancadas e fitas adesivas. A indústria automobilística também utiliza estas resinas na fabricação de revestimentos, pára-choques, elementos aerodinâmicos, bancos em transportes coletivos, carenagens, além da sinalização viária de rodovias e ferrovias como placas, luminosos e indicadores de direção. Os telefones celulares e outros produtos eletrônicos também possuem PET reciclado em suas estruturas.
Em relação às embalagens, é esperado para os próximos anos um aumento significativo na utilização do PET reciclado nas embalagens de alimentos, bebidas e produtos de limpeza. Este segmento ainda está em expansão porque a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a sua utilização em marco/2008 como consequência de novas tecnologias – Super Clean e Bottle to Bottle – capazes de descontaminar o PET pós consumo reciclado – PET-PCR, independente de seu uso anterior e dos sistemas de coleta utilizados. As indústrias e seus produtos embalados neste material também devem cumprir vários requisitos como estarem registrados e autorizados pela Anvisa, comprovar o controle dos processos e da qualidade, permitir a rastreabilidade e incluir a expressão PET-PCR nas embalagens. Esta autorização da Anvisa está de acordo com a regulamentação técnica do Mercosul sobre o PET-PCR.
É fundamental diferenciar a reciclagem do PET e a transformação em matéria prima para as diversas indústrias, da reutilização para outros fins como a confecção de brinquedos, vasos para plantas, móveis, bijuterias, decorações e outros produtos confeccionados com sobras ou partes de embalagens. O procedimento adequado para os resíduos de PET é a sua destinação para a reciclagem, somente desta forma é possível diminuir a pressão sobre os recursos naturais, no caso o petróleo do qual o PET é originário e evitar seu acúmulo em locais inadequados. Além disso, esta substância tem um ciclo de vida de mais de 100 anos e por este motivo os produtos artesanais não são aconselháveis como forma de reutilização, voltando rapidamente ao meio ambiente, muitas vezes fragmentados e/ou misturados com outras substâncias, dificultando uma destinação adequada.
FONTE: ECODEBATE
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domingo, 26 de janeiro de 2014

A armadilha do PET

Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: "Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas." A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo.

Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos, idosos, donas de casa, comunidades carentes e povos indígenas, a maravilha de “reciclar” garrafas PET. As garrafas de PET usadas passam então a servirem para várias coisas. Vasos para plantas, brinquedos, bijuterias, árvores de Natal, móveis ou qualquer coisa inimaginável. Paralelo a isso, foi criado um mercado de roupas com malha PET, identificada como ecologicamente correta. Camisas caríssimas porque salvam o Planeta, diz a propaganda.

Uma mentira que só virou verdade nesta sociedade do século 21, porque foram repetidas milhares vezes. A realidade é essa: O uso de uma garrafa PET velha no seu quintal ou em forma de roupa, ou como um “telhado verde”, não é reciclagem e nem preserva o meio ambiente. Reciclagem é quando uma garrafa PET velha vira uma garrafa PET nova, como é feito com as garrafas de vidro. Só assim o uso da matéria prima, o petróleo, e o gasto de energia estarão reduzidos. Mas o que acontece com a PET, na realidade, é o contrário disso. A garrafa PET na prática mundial não vira uma nova garrafa PET. A garrafa velha vira um outro produto, um processo que internacionalmente recebeu o nome “Downcycling”.

Ao contrário do vidro, a PET não pode ser reutilizada na linha de produção original e o seu processo de reciclagem de verdade é ainda caro e complicado. Por isso a indústria de embalagens prefere utilizar matéria prima para seus produtos e inventou a propaganda da PET-Recicling.

Novos mercados para o lixo de PET foram criados que de fato estão estimulando a produção de novas garrafas PET à base da matéria prima petróleo. Por exemplo, o novo mercado de Eco-Camisas, Eco-Bolsas ou Eco-mochilas de PET, precisa de produção de novas garrafas de PET à base da matéria prima. E isto é um ato contra a sustentabilidade, contra o meu ambiente e contra a nossa própria saúde.

Pior: ao contrário das fadas da propaganda da indústria química, a produção de PET nem é fácil ou limpa. Além do uso de petróleo, também várias substâncias tóxicas são necessárias ou são criadas durante o processo. Por exemplo, a indústria está usando trióxido de antimônio no processo de fazer PET. Mas antimônio é um metal pesado venenoso e pode criar câncer. “A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o trióxido de antimônio no Grupo 2B – possivelmente carcinogênico para o ser humano.”

A substância orgânica Bisfenol-A (BPA) é um outro grande vilão na produção de garrafas de plástico e de outras embalagens. Esta substância de fórmula (CH3)2C(C6H4OH)2 é um estrogênio sintético e pode causar câncer e infertilidade. Já foi provado há anos que o Bisfenol-A pode contaminar os líquidos dentro das garrafas de PET ou de outros plásticos.

Quem compra garrafas de PET e as usam no seu quintal como um viveiro ou quem cria um sofá de PET ou bijuterias, também está responsável pela continuidade do uso do petróleo, pela mineração de antimônio e seus efeitos danificadores e pela contaminação do meio ambiente com substâncias tóxicas e cancerígenas.

Fonte: EcoDebate.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Guaraná Antárctica cutuca Coca-Cola em comercial da nova garrafa PET reciclada

Coca-cola x Guarana
O Guaraná Antarctica lançou em outubro do ano passado a primeira garrafa PET feita com 100% de material reciclado. Com esta iniciativa a marca alcançou, após nove meses do lançamento, os surpreendentes números: mais de 120 milhões de garrafa PET retiradas até o momento do meio ambiente, reduzindo bastante os resíduos sólidos nos aterros sanitários.
Portanto, para festejar o sucesso e a expansão do projeto para outras cidades, o Guaraná Antarctica lançou na semana passada um filme para internet sobre a iniciativa. Criado pela DM9DDB, o filme “Fabrica” tem trinta segundos e foi veiculado nas redes sociais da marca. Ele explica a linha de produção da nova garrafa, destacando que qualquer embalagem PET, pode se transformar numa garrafa 100% reciclada de Guaraná Antarctica.
A nova campanha vem para coroar e celebrar o sucesso da primeira etapa do projeto. “Em menos de um ano conseguimos empregar a nova tecnologia em mais de 20% de todas as garrafas PET 2 litros produzidas por Guaraná Antarctica. A mudança tem incentivado toda a cadeia de reciclagem do Brasil e contribuído positivamente com o meio ambiente”. É o que garante a gerente de marketing da marca, Bruna Buás. Confira o filme logo abaixo:


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quinta-feira, 30 de maio de 2013

No dia mundial da reciclagem, um exemplo brasileiro a ser seguido pelo mundo

No dia mundial da reciclagem, um exemplo brasileiro a ser seguido pelo mundo


Muito se tem falado nos últimos anos sobre a política nacional de resíduos sólidos, regulamentada em 2010 e que começará a entrar em vigor em 2014. É uma lei multidisciplinar, que exigirá esforços não somente dos governos, mas também das empresas e da sociedade. Estamos falando fundamentalmente do fim dos lixões, da regulamentação da profissão de catador e do ciclo de vida do produto.

Apesar de 90% dos materiais descartados serem recicláveis (apenas 10% são considerados rejeitos), no Brasil, somente 13% dos resíduos gerados nas cidades são, efetivamente, reciclados. Faltando pouco mais de um ano para a lei começar a entrar em vigor, a coleta seletiva ocorre em menos de 15% dos municípios. E por não aproveitarmos o potencial desse mercado, jogamos no lixo, todos os anos, cerca de R$ 8 bilhões.

Do ponto de vista corporativo, não é segredo que muitas empresas viram a oportunidade por trás de uma melhor gestão de resíduos, indo muito além de cumprimento legal e reputação. Ouso colocar uma empresa brasileiríssima como uma das líderes mundiais em gestão de resíduos. A Ambev, através do programa Ambev Recicla promove um sistema de gestão integrado que além de reduzir a pressão no consumo de matéria prima e recursos naturais, beneficia toda a cadeia envolvida na reciclagem.

Em termos estatísticos, a Ambev conseguiu diminuir em pouco mais de 80% a quantidade de resíduos gerados na última década e reaproveitar impressionantes 99,05% dos subprodutos gerados no processo de fabricação de bebidas. O bagaço do malte, por exemplo, vira ração de gado, o fermento é usado na composição de aromatizantes e o gás gerado na produção de refrigerantes via biogás que alimenta a fábrica de vidros.

Falando em vidro, em 2008, foi inaugurada no Rio de Janeiro a Ambev Vidros, que utiliza cacos reciclados na fabricação de garrafas. Hoje, de cada 10 garrafas produzidas, 7 são feitas de vidro reciclado, o que gera uma economia de 30% de energia para a fusão dos fornos e 100 mil toneladas de matéria-prima virgem em um ano.

Além disso, a Ambev é pioneira no país no lançamento da garrafa de PET 100% reciclada. No primeiro ano da iniciativa, a empresa evitou o uso de 1,3 milhões de quilos de material virgem. Até o final desse ano há a previsão de que sejam retirados do meio ambiente mais de 130 milhões de garrafas de plástico, num processo que consome 70% menos de energia, que reduz em 70% a emissão de CO², além de economizar 20% no consumo de água.

Esse círculo virtuoso da gestão de resíduos da Ambev prova que mesmo quando não há o incentivo de políticas públicas, as empresas podem fazer o que é certo. Há ainda outros agentes que não foram citados, que é o catador e cooperativa, que ganham posição de destaque quando o processo é eficiente. A demanda é criada e o ganho em escala é percebido. Sem contar, ainda, que pela regrinha básica da economia, quando a demanda aumenta em relação à oferta, o preço aumenta.

Que o exemplo da Ambev sirva para as empresas de base (lê-se mineração e petróleo & gás) se prepararem para uma nova realidade de negócios que ainda está engatinhando, mas que cedo ou tarde será uma constante, principalmente sabendo que de cada tonelada de plástico reciclado, deixa-se de consumir 130 litros de petróleo e de cada tonelada de metal reciclado, deixa-se de extrair 1200 quilos de minério de ferro.

Fonte: Assessoria de Imprensa - AMBEV


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domingo, 19 de maio de 2013

Gargalos impedem avanço da reciclagem e deixam empresas com até 30% de capacidade ociosa


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Falta de programas de coleta seletiva prejudica iniciativas


A coleta seletiva ainda enfrenta gargalos para se tornar abrangente no país, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor na segunda metade do ano que vem. A avaliação foi feita por André Vilhena, diretor do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), fórum que reúne 38 grandes empresas nacionais e multinacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92.

Vilhena destaca que um dos entraves para o avanço da coleta seletiva no Brasil é a falta de qualificação dos gestores locais responsáveis por elaborar os planos municipais de resíduos sólidos: "O envolvimento das prefeituras é o ponto de partida. Temos hoje poucos municípios fazendo a coleta seletiva e, principalmente, fazendo a coleta seletiva de forma abrangente. Para mudar isso, os gestores públicos necessitam de treinamento para que possam efetivamente implantar os programas em seus municípios".

A falta de capacitação é mais grave no interior, mas também está longe do ideal nas grandes cidades: "Vamos pegar os exemplos das maiores cidades do Brasil: os programas tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro são muito pouco abrangentes, precisam passar por uma reformulação e ampliação significativas. Sem dúvida alguma, no curto espaço de tempo, precisamos melhorar muito os programas de coleta seletiva nas cidades brasileiras, especialmente nas maiores".

Com programas de coleta seletiva pouco organizados, a indústria recicladora padece de pouca oferta de matéria-prima e, segundo estimativas do Cempre, funciona, em média, com capacidade ociosa entre 20% e 30%. Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2010 já mostrava que o Brasil deixava de movimentar R$ 8 bilhões anualmente por não aproveitar o potencial do setor. De acordo com o Cempre, apenas 14% das cidades brasileiras têm coleta seletiva, sendo 86% delas no Sudeste.

Outro entrave para a reciclagem no Brasil, segundo Vilhena, é o peso tributário sobre o setor, que se beneficiaria de mudanças na cobrança de impostos: "De cara, deveria ser dispensado o recolhimento do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] na venda de sucatas e materiais recicláveis, além de produtos com 100% de material reciclado. Poderia ser feita, a partir disso, uma redução gradativa do imposto conforme o percentual de material reciclado na composição", defende ele, que acredita haver bitributação no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): "em alguns setores, o produto já teve a cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]. quando foi descartado, e tem o desconto de novo durante a reciclagem".

Edson Freitas, da organização não governamental EccoVida, concorda com as duas análises: "muita gente prefere a informalidade por causa dos impostos. Pago uns 30% de imposto sobre minhas garrafas e ainda tenho que pagar para destinar o lixo não aproveitável. Um dos projetos que desenvolvo, de produção de telhas a partir de PET [politereftalato de etileno, utilizado na fabricação de embalagens e outros produtos], eu trouxe de Manaus, porque lá não era viável por falta de plástico selecionado".

Em seu galpão, o presidente da ONG conta que processa mil toneladas de material reciclado por mês, mas a falta de oferta o impede de vender o dobro disso de matéria-prima para fábricas como a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), que usa suas PETs na produção de garrafas 100% recicladas, que corresponderam a 28% da produção em 2012 e devem chegar a 40% em 2013. No ano passado, a companhia reutilizou 60 milhões de PETs na produção, número que deve saltar para 130 milhões neste ano, com a autorização da Anvisa para o uso de material reciclável em mais três fábricas da empresa, somando seis homologadas.

A produção de PET a partir de material reciclável economiza 70% de energia e reduz em 70% a emissão de gás carbônico na atmosfera. Além das PETs, a Ambev também produz, em sua fábrica de vidro, sete em cada dez garrafas desse material inteiramente com cacos reciclados, sendo 88% deles provenientes da própria cervejaria e 12% de cooperativas.

O problema da falta de material de que Freitas se queixa, no entanto, não é causado só pela escassez de planos municipais. Para Vilhena, é preciso maior envolvimento da população: "Temos que melhorar o engajamento do cidadão brasileiro nos programas de coleta seletiva, que ainda estão aquém do desejado".

Edson Freitas destaca que é preciso uma mudança de pensamento em relação aos materiais recicláveis: "nem chamo de lixo uma PET ou uma embalagem de papelão, porque não são lixo. Têm o mesmo valor que tinham quando o produto estava armazenado dentro delas. É só limpar que continua a ser material com valor comercial e utilidade".

Fonte: ISTO É ON LINE

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sábado, 11 de maio de 2013

SISTEMA DE BUSCA PARA A DESTINAÇÃO ADEQUADA DO PET

A Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET) tem em seu site uma ferramenta que permite que localizemos cooperativas de reciclagem de PET, pontos de coleta e afins mais perto de casa! Basta jogar seu endereço e aparece um mapa com a relação. O objetivo da ferramenta é facilitar a reciclagem do plástico PET.

O endereço do link é:

Vamos separar todas as embalagens de PET para coleta seletiva do seu município. Colabore! Precisamos urgente aumentar a destinação adequada do PET para reciclagem. Mas antes disso, a separação para coleta e triagem das cooperativas de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis é fundamental. Em São Paulo, cujo volume é altíssimo, precisa ser melhorado.

Ricardo Vieira
ricardo@ibds.org.br
Presidente
IBDS
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

CAMPEONATO BRASILEIRO DE SURF PET - PRANCHAS ECOLÓGICAS


No dia 15 de dezembro foi realizado o primeiro campeonato de surf com pranchas de Garrafas PET no Brasil no município de Garopaba-SC.

A ideia surgiu devido ao sucesso do PROJETO PRANCHA ECOLÓGICA. O projeto nasceu em Garopaba e já conquistou parte do Brasil. Ensinando as crianças a confecção da prancha ecológica, incentivando o esporte, a preservação da natureza e a conscientização de um mundo melhor e mais saudável.

MATÉRIA: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=bXTbDhjbp0g
Jairo Lumertz (criador da prancha ecológica) e Carolina Scorsin (idealizadora do Projeto) percorreram durante 45 dias 4 estados brasileiros SC-PR-SP e RJ palestrando para mais de 5 mil crianças.

Em Garopaba os professores Niel Terme e Renata Marcadella deram continuidade no projeto nas escolas de Garopaba e ja foram construídas 6 pranchas ecológicas. As mesmas ajudaram e muito a realização do Festival onde foram disponibilizadas 14 pranchas para a pratica do esporte.

O evento contou com a presença do atual campeão catarinense de surf profissional Yuri Gonçalves e o mesmo foi o campeão da principal categoria do Festival. Na categoria infantil o campeão foi Brian Ximenes irmão do surfista profissional Felipe Ximenes. Na categoria SUP o vencedor foi Carlos Eduardo Carpinelle Jr que deu um show de surf com as pranchas ecológicas. No feminino a campeã foi Carolina Scorsin idealizadora do projeto.

Mas o festival fez questão de enfatizar que os grande campeões foram o Meio Ambiente e a Natureza, cujo objetivo do evento era mostrar para população que o que um dia poderia virar lixo foi transformado em diversão garantida com pranchas de Garrafas PET.

O evento foi um verdadeiro sucesso e o casal pretende dar continuidade durante o ano de 2013.

Precisamos de mais apoio para dar continuidade nesse projeto que vem crescendo a cada dia e que acredita em um Mundo Melhor, afirma Carolina. Um por todos e todos por um Mundo Melhor :)

Fonte: BAND NOTICIAS
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TELHA ECOLÓGICA FEITA DE PET RECICLADO É SUSTENTÁVEL E ECONÔMICA


Por Samuel Ferreira

Economia no trabalho, segurança, conforto e baixo custo são algumas das atribuições da telha ecológica feita com PET reciclado e apresentada na Feira de Negócios da Expo Catadores 2012. O produto é fabricado pela Ecco Clean.

Nas versões translúcidas e opacas, as telhas oferecem diversas opções de cores, como cinza, telha, bege, amarela, verde e laranja. Umas das vantagens do produto são a alta durabilidade, a fácil instalação e o fato de ser 100% ecológico, além de ser lavável com a chuva, reduzindo o acúmulo de sujeira.

O modelo ainda atende o conceito de logística reversa, já que no final da obra as sobras de resíduos das telhas de PET poderão ser devolvidas para a reciclagem. A sustentação das telhas requer a utilização de menos de 1/3 do material usado para a sustentação de telhas convencionais, proporcionando mais agilidade na mão de obra e mais economia.

Para a fixação do material existe um kit composto de abraçadeiras de nylon especiais, que facilita sua colocação e aumenta a resistência, evitando o deslocamento, mesmo com fortes rajadas de vento.

O peso das telhas é menos de 6 kg por metro quadrado, aproximadamente 10 vezes menos que as telhas convencionais, além de possuir uma alta resistência às variações térmicas, graça às propriedades de sua resina, evitando o ressecamento e não trincam. Devido à sua leveza, o material pode até ser montado sobre ripas e vergalhões.

Fonte: EXPOCATADORES
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Garrafa de guaraná com PET 100% reciclado chega ao mercado


Anunciada pela Ambev, em junho do ano passado, chega agora ao mercado brasileiro a garrafa de 2 litros do Guaraná Antarctica produzida com resina de PET, 100% reciclada. A tecnologia empregada na fabricação da nova garrafa permite que qualquer outra embalagem de PET, independente de cor, formato ou fabricante, se transforme em uma garrafa de Guaraná Antarctica. A inovação retira do meio-ambiente um equivalente a 30 metros cúbicos de material descartado em aterros sanitários para cada cinco toneladas de PET reciclado, de acordo com a Ambev.

40 milhões de garrafas
Para o gerente de marketing de Guaraná Antarctica, Thiago Guedes Hackradt, a marca investiu em um projeto de sustentabilidade focado em reciclagem “porque acredita que o melhor destino para uma garrafa PET é se transformar em uma nova garrafa PET”. O plano da Ambev é produzir 20% das embalagens de 2 litros de Guaraná Antarctica com resina 100% reciclada, até o final de 2013. Hoje, ela já está presente em 12% delas, o equivalente a mais de 28 milhões de garrafas. Até o final de 2012, esse número deve subir para 40 milhões de garrafas.


Região Sul, Rio e ES
Produzida nas fábricas da Ambev localizadas em Nova Rio (RJ), Curitibana (PR) e Sapucaia (RS), a embalagem PET 100% reciclada deve consumir 70% menos energia elétrica em relação à produção do material virgem, além de diminuir 20% o consumo de água (dados informados pela Brasil Pet). Outras contribuições do projeto são a economia de petróleo utilizada nesse processo e uma redução anual de material de embalagem em 1,3 milhão de quilos. As novas embalagens de Guaraná Antarctica estarão disponíveis nos principais pontos de vendas da região Sul e nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, com expansão prevista para todo o país, até o final de 2014.


Fonte: Embalagem Marca - Portal
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Abipet contesta anúncio do governo de São Paulo


No anúncio, as embalagens PET são apresentadas de forma pejorativa como a responsável pela poluição do rio Tietê


A Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) encaminhou ofício ao governo do Estado de São Paulo com informações sobre o PET, em contestação ao anúncio publicitário intitulado “Criaturas do Tietê” veiculado na grande imprensa. O Governo é o principal signatário da peça. No anúncio, as embalagens PET são apresentadas de forma pejorativa como a responsável pela poluição do rio Tietê. “Se o objetivo era educar os cidadãos, não parece eficaz denegrir o produto, sendo que foi o PET que mais evoluiu em termos de reciclagem no Brasil nos últimos anos”, afirma o presidente da Abipet, Auri Marçon. “Além disso, nem toda embalagem plástica presente no curso de água é de PET”, continua o executivo. De acordo com pesquisas citadas pela associação, apenas 12% da produção de embalagens de plástico no Brasil são de PET.

A Abipet argumenta que as garrafas de PET têm impacto muito mais visual do que ambiental. “Trata-se de um produto inerte, que permanece em evidência simplesmente porque boia, explica no documento enviado”, diz a entidade.

“A forma como o PET foi apresentado no anúncio contraria diametralmente os resultados de estudos técnicos de ACV – Análise de Ciclo de Vida, realizados por reconhecidas entidades no Brasil, Estados Unidos e Europa. Os estudos mostram que a garrafa PET é uma das embalagens com melhor desempenho no contexto ambiental” diz nota da Abipet.

Leia abaixo a íntegra da nota da Abipet
“A forma como o PET foi apresentado no anúncio contraria diametralmente os resultados de estudos técnicos de ACV – Análise de Ciclo de Vida, realizados por reconhecidas entidades no Brasil, Estados Unidos e Europa. Os estudos mostram que a garrafa PET é uma das embalagens com melhor desempenho no contexto ambiental, visto que para sua fabricação utilizam pouquíssimo material. Em contrapartida, é capaz de conter grandes volumes com muito menos impacto causado pelo transporte, contribuindo para os pontos-chave que norteiam as questões ambientais no mundo: economia de água e redução de emissões de gases de efeito estufa, provocadas pelo meio de transporte.

Caso as embalagens de PET empregadas atualmente não fossem utilizadas, ocorreria um aumento de 200% em viagens para transportar a mesma carga de refrigerantes, água e óleo comestível e outros produtos importantes. Isso geraria um maior impacto das emissões de gases de efeito estufa..

Do ponto de vista da urbanização e logística, o transporte de refrigerantes ou água em garrafas de vidro faz com que a embalagem represente até 48% do peso da carga de um caminhão. No caso do PET, essa porcentagem é de aproximadamente 2%, apenas. “É possível levar maior quantidade de um produto com um número razoavelmente menor de viagens. Em suma, o transporte é feito sem o desperdício de energia com embalagens pesadas.

Embora o Brasil seja um dos líderes em reciclagem de PET, com índice superior a 57% das embalagens, o setor trabalha com uma taxa de ociosidade que varia entre 20% e 30%, devido à falta de coleta seletiva.

Reunindo mais de 400 empresas, com um faturamento anual superior a R$ 1 bilhão – um terço do total do faturamento do setor -, a indústria recicladora de PET está estruturada para receber volume adicional de embalagens. Com políticas de educação ambiental baseadas em fatos, ao lado dos necessários e obrigatórios sistemas de coleta seletiva, esse desempenho será ainda mais importante.

Para reverter o descarte inadequado, a Abipet acredita também na importância de um trabalho consistente de educação ambiental, que leve o consumidor a assumir o seu papel dentro do fluxo reverso da embalagem, conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“‘Para isso, lançamos o LevPET (www.levpet.com.br), que indica ao consumidor qual é o ponto mais próximo do seu local de trabalho ou residência, onde pode dar a destinação adequada à sua embalagem. Além disso, é uma ferramenta interativa, que permite aos internautas indicar novos pontos de entrega voluntária ainda não cadastrados pelo sistema – atualmente possui cerca de 2 mil locais registrados.  Nessa mesma linha, as Prefeituras podem utilizar o LevPET para identificar PEVs municipais, cooperativas de catadores, entidades que aceitam os materiais, entre outras possibilidades. Importante ressaltar que o uso do LevPET é totalmente gratuito para a população’, informa Auri Marçon”.

Fonte: Embalagem Marca
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

COCA-COLA FARÁ CADEIRAS A PARTIR DE GARRAFAS PETS PARA ESTÁDIO DO MARACANÃ


Parceria com Giroflex-Forma permitirá utilização de material reciclado

A Coca-Cola Brasil, a Giroflex- Forma, o Governo do Rio e o Consórcio Maracanã Rio 2014 anunciaram ontem, em cerimônia no Maracanã, parceria para a fabricação de 6773 assentos premium — próximos ao gramado — com revestimento de garrafas pet para o estádio, palco da final da Copa de 2014. Para que fosse possível utilizar o material reciclado nas cadeiras e atender às normas da Fifa, a Giroflex investiu R$ 3 milhões. “O casamento não foi fácil do ponto de vista técnico, pois precisávamos dar as garantias que a Fifa exige de conforto, durabilidade, combustão, entre outros”, disse Ícaro Moreno, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop). Os novos assentos são mais resistentes que os tradicionais.

Já a Coca-Cola lançará, no próximo dia 15, campanha —estrelada pelo apresentador Luciano Huck, pela jogadora Marta e pelo líder do movimento dos catadores de materiais recicláveis, Tião Santos—para arrecadar as garrafas que serão utilizadas na fabricação. Serão espalhados coletores especiais pela cidade. “Esta é uma iniciativa inovadora e inédita para o esporte do mundial”, afirmou Victor Bicca Neto, diretor de assuntos governamentais, comunicação e sustentabilidade da Coca-Cola para a Copa do Mundo .

Segundo Linaldo Vilar, diretor de novos negócios da Giroflex, serão necessárias 100 garrafas de 600 ml para a confecção do tecido do estofamento de cada assento, que será 15% mais caro do que o tradicional. A companhia, em parceria com a alemã Eheim, já fabricou os assentos da Alianz Arena, em Munique, do Parque Aquático de Londres e do Legia Stadium, Varsóvia, mas os do Maracanã serão os primeiros com o material reciclado. “Os novos assentos casam com as nossas iniciativas de inovação e sustentabilidade. Serão as primeiras cadeiras com revestimento de garrafas pet e tenho certeza que elas logo serão referência mundial”, apostou Vilar. “Já faz parte dos nossos planos levar estas cadeiras para outras arenas brasileiras”, completou Bicca Neto.

O Maracanã terá certificado LEED com redução do consumo de água em 30% e de energia elétrica em 8%. “Os assentos fabricados com material reciclado vêm de encontro com a visão sustentável que pauta as obras do estádio”, ressaltou Marcia Lins, secretária estadual de Esportes e Lazer do Rio. “Esta é uma iniciativa para mostrar que é possível engajar a população”, completou Bicca Neto.

Andamento das obras

O Governo do Rio garante que as obras do Maracanã estão dentro do cronograma e que o estádio será entregue à Fifa em fevereiro de 2013. Entretanto, haverá intervensões após esta data para a conclusão da área “intramuro”, região entre a estádio e a rua. “O que será feito depois são as estruturas provisórias, previstas no cronograma da Fifa”, disse Marcia Lins, secretária estadual de Esporte e Lazer. As obras adicionais custarão cerca de R$ 20 milhões.

“Esperamos concluir essa área até o final de março”, garantiu Ícaro Moreno, presidente da Emop. A próxima etapa das obras é a colocação da estrutura metálica que sustentará a cobertura do estadio. Só depois a cobertura poderá ser içada. “Esta é uma tecnologia que não dominamos. Os cabos vêm da Espanha e da Suíça. Estamos terminando o acabamento grosso e começando o fino”, finalizou.

Veículo: Brasil Econômico
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