Mostrando postagens com marcador Reciclagem Plástico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reciclagem Plástico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ONU: Impacto ambiental dos plásticos é de pelo menos US$ 75 bi ao ano

por Instituto Carbono Brasil 
24 jun 2014 


Apenas os prejuízos ao ecossistema marinho seriam US$ 13 bilhões anuais, um valor que provavelmente está subestimado, aponta um novo relatório das Nações Unidas.
              
Quando se pensa na relação plásticos-meio ambiente, o primeiro problema que vem à mente é o descarte indevido, que resulta no entupimento de bueiros nas cidades e na poluição de rios, lagoas e oceanos. Mas os impactos do plástico na natureza começam bem antes, na extração de matérias-primas e no seu processo de produção. É buscando destacar todos os impactos da cadeia dos plásticos que as Nações Unidas (ONU) divulgaram ontem (23) o relatório “Valuing Plastic”.  

Segundo o documento, o custo financeiro dos prejuízos ambientais relacionados ao plástico ultrapassam os US$ 75 bilhões anuais, sendo que 30% desse valor vêm das emissões de gases do efeito estufa do setor e da poluição do ar causadas na fase de produção. Mas, individualmente, é o ecossistema marinho que mais sofre com os plásticos. A poluição das águas, a morte de animais e o prejuízo para o turismo alcançam pelo menos os US$ 13 bilhões ao ano. 

A estimativa é que existam bilhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos. Apenas a Grande Ilha de Lixo do Pacífico, nome dado a um aglomerado de plásticos comumente visto por embarcações no Pacífico Norte, possui um tamanho equivalente ao do território dos Estados Unidos. 

Todo esse plástico acaba atrapalhando a navegação, sujando praias e matando animais, que ingerem o material por o confundirem com alimento.  Por exemplo, em março de 2013, uma baleia cachalote de dez metros de comprimento apareceu morta na costa sul da Espanha. Ela havia engolido 59 diferentes itens de plástico, totalizando 17 quilos. 

“Plásticos possuem um papel crucial na vida moderna, mas os impactos ambientais de seu uso não podem ser ignorados”, afirmou Achim Steiner, Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Entre as companhias que utilizam plástico, as que causam mais impactos ao meio ambiente seriam as alimentícias, com 23% do total. 

Em seguida aparecem as de refrigerantes, com 12%. Para piorar a imagem dessas empresas, apenas metade das 100 que foram consultadas pela ONU para a produção do relatório forneceram suas informações de forma completa. “Alguns setores, como produtos eletrônicos e alimentos, levam mais a sério a transparência de informações. 

Já calçados e brinquedos, que também possuem uma grande intensidade de uso de plásticos, não foram tão abertas”, disse Andrew Russell, diretor do Plastic Disclosure Project. Assim, os valores citados no relatório estão provavelmente muito abaixo do que seria a realidade.

Recomendações 

Apesar de ser um alerta, o relatório tenta mostrar para as empresas que lidar com o problema dos plásticos é também uma oportunidade. Por exemplo, de acordo com a ONU, a melhor gestão do plástico, com um maior cuidado com a origem da matéria-prima, eficiência na linha da produção e mais reciclagem, pode economizar às companhias pelo menos US$ 4 bilhões ao ano. 

O relatório recomenda que as empresas: 

- Acompanhem com mais cuidado a produção e a destinação de seus materiais plásticos e embalagens, com a produção de inventários e documentos de acesso público; 
- Se comprometam a reduzir os impactos ambientais do plástico, com a adoção de metas práticas; 
- Busquem a inovação de suas cadeias produtivas, para que o plástico seja produzido com menos energia e resíduos; 
- Colaborem com governos no desenvolvimento de legislações que ajudem a reduzir o descarte indevido dos plásticos; 
- Forneçam informações corretas para órgãos de controle, para que sejam conhecidos os impactos reais dos plásticos ao planeta; 
- Invistam em novas tecnologias, como materiais biodegradáveis. 

“O curso de ação fundamental é prevenir que os resíduos plásticos cheguem ao meio ambiente, o que pode ser conseguido se seguirmos o mantra: Reduzir, reutilizar e reciclar”, concluiu Steiner. 


Saiba mais

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ABIPLAST lança Selo Nacional de Plásticos Reciclados em Workshop

Selo Nacional de Plásticos Reciclados – Senaplas certificará empresas que atendem aos critérios socioambientais e econômicos exigidos pela Lei, garantindo a qualidade do produto reciclado
Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014, 09:28:18

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) lançou nesta segunda-feira (20) o Selo Nacional de Plásticos Reciclados - Senaplas. A solução visa identificar, valorizar e certificar as empresas do segmento de reciclados plásticos que atuam de acordo com os critérios socioambientais e econômicos exigidos pela Lei.

"O selo vai incentivar e valorizar a formalização dos recicladores, demonstrando que há empresas e produtos adequados e de qualidade no segmento, fortalecendo a cadeia que reúne, atualmente, mais de 800 produtoras regularizadas", explica o coordenador da Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos da Abiplast, Ricardo Hajaj.

O lançamento aconteceu durante o workshop técnico "Reciclar", em São Paulo, que contou com a participação da gerente dos grupos de embalagens plásticas e do meio ambiente do CETEA/Ital (Centro de Tecnologia de Embalagem), Eloísa Garcia.

Segundo Hajaj, a certificação diferencia a empresa da competição desleal, destacando aquelas que atendem aos requisitos legais. Dessa forma, os compradores ganham segurança jurídica, respaldando-se em relação à responsabilidade compartilhada que integra a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e comercial, garantindo a origem e a qualidade do produto.

São elegíveis ao Selo as produtoras de matéria-prima reciclada, que comercializam resinas recuperadas e produtos transformados pelos recicladores. As empresas precisam estar legalmente constituídas (CNPJ e contrato social) e com toda a documentação e licenças em ordem. O processo de verificação será realizado pelos sindicatos estaduais e a certificação oferecida pela Abiplast, com vigência de 24 meses.

Imagem

Eloísa Garcia do CETEA

Fonte: ABIPLAST
Saiba mais

domingo, 10 de março de 2013

CARTA ABERTA PELA RECICLAGEM DE PLÁSTICOS NO BRASIL


Chapecó, 26 de fevereiro de 2013.


SENADO FEDERAL 
At.: Exmo. Senador Romero Jucá Filho
Brasília - DF


Excelentíssimo Senador 
Romero Jucá

O SINDIPLASC – Sindicato da Indústria do Material Plástico e Artefatos de Borracha do Oeste Catarinense,  representa as Indústrias de transformação e reciclagem de plásticos, sendo responsável por mais de 6.000 empregos diretos, gerados por cerca de 130 empresas da região Oeste Catarinense, das quais grande parte pela atividade da reciclagem de materiais plásticos.

Diante da necessidade de fortalecer e ampliar o setor de reciclagem de materiais plásticos, o SINDIPLASC, através de seus representantes regionais do setor, vem mui respeitosamente,  apoiar o pedido da ABIPLAST, no sentido de solicitar a ratificação feita pelo coordenador geral da frente Parlamentar de Iniciativa a Cadeia Produtiva da Reciclagem Deputado Adrian Mussi, quanto a MP 589/12, (Apenso 093/2012) referente ao setor da reciclagem, onde esta previsto um crédito presumido na venda das matérias-primas de origem da reciclagem.

O setor de reciclagem enfrenta uma situação de perda e enfraquecimento da sua capacidade de desenvolvimento, investimentos e geração de emprego devido à alta carga tributária a que lhe é submetida.

Como exemplo, citamos a inexistência de créditos tributários na compra de matéria-prima, onde grande parte dos fornecedores são associações ou cooperativas de catadores, no entanto, na venda do material reciclado a carga tributária incidente é a mesma da matéria-prima virgem, fazendo com que o valor da matéria-prima reciclada agregada aos tributos deixe de ter vantagem competitiva perante o material virgem, inviabilizando a sua venda e desmotivando o desenvolvimento do setor.

Atualmente com a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, acordos setoriais estão sendo propostos e celebrados com os segmentos de embalagens, pneus, lâmpadas, pilhas e baterias, agroquímicos, óleo lubrificante e eletroeletrônico. Com a atual estrutura tributária estes projetos relacionados à reciclagem são inviabilizados.

É do conhecimento de toda a sociedade que o futuro das próximas gerações só será sustentável se esta mesma sociedade se organizar e reciclar seus resíduos transformando-os de lixo, que atualmente geram custos para todas as esferas do Governo, relacionados à coleta e disposição, em receita com a transformação em produtos novos e de qualidade.

Este é um dos muitos obstáculos enfrentados pela indústria da reciclagem,  que apesar da sua capacidade em promover a inclusão social,  pela geração de empregos às pessoas menos privilegiadas, e promover a sustentabilidade pela atividade ambientalmente correta,  enfrenta a concorrência da indústria produtora de material virgem, não possuindo incentivos tributários para prosperar e desenvolver a atividade da reciclagem.

O SINDIPLASC ressalta também que o reaproveitamento dos materiais plásticos é benéfico a toda a sociedade e a natureza.

Atenciosamente,
Alceu Lorenzon
Presidente - SINDIPLASC

Saiba mais

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Brasil reciclou cerca 22% dos plásticos em 2011


lixo plástico

Em entrevista ao programa ‘Cotidiano’ da Rádio Nacional AM de Brasília, o presidente da Diretoria Executiva do Instituto Social Ambiental dos Plástico (Plastvida), Miguel Bahiense, fala sobre a importância de mostrar à população que o plástico é um produto de fácil reaproveitamento. Ele destaca que atualmente a Europa recicla 24% de todo o plástico e o Brasil, 22%. Lá, no entanto, as atividades se dão através de leis que obrigam a coleta seletiva e de incentivos fiscais. De acordo com ele, no Brasil o setor ainda é informal, mas tem grande potencial de crescimento no médio e longo prazo podendo, até mesmo, ultrapassar a média europeia.

Apresentação Rejane Limaverde, Radioagência Nacional / ABr


EcoDebate, 03/12/2012
Saiba mais

domingo, 2 de dezembro de 2012

Prefeitura de Caxias do Sul apoia Projeto Recicla Plastech



29/11/2012
Projeto Recicla PlastechA Prefeitura de Caxias do Sul, por meio do prefeito José Ivo Sartori, confirmou o apoio ao Projeto Recicla Plastech. O anúncio ocorreu na última sexta-feira, dia 23 de novembro, em visita ao gabinete realizada pelo Presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho - Simplás, Orlando Marin, o diretor executivo do Sindicato, Victor O. Borkoski e a coordenadora da Plastech Brasil, Célia Beatriz Marin.

O Recicla Plastech consiste em um projeto elaborado com o objetivo de mostrar ao público em geral, durante a quarta edição da Feira, o que é o processo e o que pode ser feito a partir da reciclagem dos diversos tipos de plástico.

Durante a realização da Plastech Brasil, de 27 a 30 de agosto de 2013, estará em funcionamento numa área superior a 200m², um espaço contemplando todo o processo: separação e triagem de resíduos produzidos no local; recuperação das matérias-primas visando a injeção de um produto específico; exposição de produtos confeccionados a partir da reciclagem dos diversos tipos de plásticos.

O Recicla Plastech é uma realização do Simplás, e conta com a parceria do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) e Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca). O apoio é da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Instituto Nacional do Plástico (INP), Prefeitura de Caxias do Sul e Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Saiba mais

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Brasil reciclou cerca de 22% dos plásticos pós-consumo em 2011


13/11/2012

Pesquisa da Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, desenvolvida com base em 2011, aponta que, no período, foram reciclados no Brasil 21,7% dos plásticos pós-consumo. Ou seja, 736 mil toneladas de plástico que se destinariam ao lixo foram transformadas em novos produtos. Em 2010 a marca foi de 19,4%. A pesquisa é anualmente encomendada pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e desenvolvida de acordo com metodologia do IBGE.

A pesquisa aponta que no ano, o Brasil registrou 815 recicladoras de plásticos, 52,4% delas no Sudeste, 34,2% no Sul, 8,8% no Nordeste, 3,9% no Centro-oeste e 0,6% no Norte do país. Essas empresas faturaram juntas, em 2011, R$ 2,4 bilhões, frente aos R$ 1,95 bilhão faturado em 2010, ou seja, um crescimento de 23%. Essas empresas geraram 22,7 mil empregos diretos. Mostra também que a região Sudeste foi a que mais reciclou material plástico em 2011 (55,5%), seguida das regiões Sul (27,7%), Nordeste (9,9%), Centro-Oeste (5,4%) e Norte (1,5%).

Os segmentos que mais consumiram plásticos reciclados no ano passado foram Utilidades Domésticas, Agropecuária, Industrial, Têxtil, Construção Civil, Descartáveis, Infraestrutura, Limpeza Doméstica, Eletroeletrônicos, Indústria Automobilística, Móveis e Calçados.

O nível operacional médio da indústria brasileira de reciclagem de plásticos em 2011 foi de 63% da capacidade instalada, que é de 1,7 milhão de toneladas. A pesquisa mostra que esse fator é um reflexo da falta de sistemas de coleta seletiva no Brasil, já que dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 443, ou seja, 8% contam com algum tipo de coleta seletiva e que não necessariamente atendem à demanda necessária para o incremento da reciclagem de materiais como um todo.

Outros fatores que ainda limitam um aumento expressivo na atividade, apostado pela pesquisa foram: aumento do preço do material reciclado e consequente queda na competitividade em relação à resina virgem, altos custos de utilidades, como energia elétrica, impedem o crescimento das recicladoras, a baixa qualidade do material que é coletado, a informalidade das empresas, entre outros.

Ainda assim, a posição do Brasil no ranking mundial em termos de índice de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo tem relevante destaque. Suécia (35%), Alemanha e Noruega (33%), Bélgica (29,2%), Dinamarca (24%), Itália (23,5%), Suíça e Reino Unido (23%), Eslovênia (22%) e Brasil (21,7%). A média da União Europeia é de 24,7%.

O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, acredita que a educação - a disseminação dos conceitos de consumo responsável, reutilização dos produtos e destinação adequada dos resíduos, entre eles os plásticos - é o canal mais eficaz para que toda a sociedade – população, indústria, poder público – compreenda seu papel em prol da sustentabilidade. "É por meio da educação e do empenho de todos – poder público indústria (produtos e serviços) e população - que vamos conseguir aproveitar melhor os recursos, gerar economia e garantir a preservação ambiental", afirma o executivo.

Fonte: PLASTIVIDA
Saiba mais
 

Siga-nos:

Fan Page Feed Facebook

Mais informações: contato@ibds.org.br
(11) 9 5558-7038 - São Paulo – SP