domingo, 10 de março de 2013

CARTA ABERTA PELA RECICLAGEM DE PLÁSTICOS NO BRASIL


Chapecó, 26 de fevereiro de 2013.


SENADO FEDERAL 
At.: Exmo. Senador Romero Jucá Filho
Brasília - DF


Excelentíssimo Senador 
Romero Jucá

O SINDIPLASC – Sindicato da Indústria do Material Plástico e Artefatos de Borracha do Oeste Catarinense,  representa as Indústrias de transformação e reciclagem de plásticos, sendo responsável por mais de 6.000 empregos diretos, gerados por cerca de 130 empresas da região Oeste Catarinense, das quais grande parte pela atividade da reciclagem de materiais plásticos.

Diante da necessidade de fortalecer e ampliar o setor de reciclagem de materiais plásticos, o SINDIPLASC, através de seus representantes regionais do setor, vem mui respeitosamente,  apoiar o pedido da ABIPLAST, no sentido de solicitar a ratificação feita pelo coordenador geral da frente Parlamentar de Iniciativa a Cadeia Produtiva da Reciclagem Deputado Adrian Mussi, quanto a MP 589/12, (Apenso 093/2012) referente ao setor da reciclagem, onde esta previsto um crédito presumido na venda das matérias-primas de origem da reciclagem.

O setor de reciclagem enfrenta uma situação de perda e enfraquecimento da sua capacidade de desenvolvimento, investimentos e geração de emprego devido à alta carga tributária a que lhe é submetida.

Como exemplo, citamos a inexistência de créditos tributários na compra de matéria-prima, onde grande parte dos fornecedores são associações ou cooperativas de catadores, no entanto, na venda do material reciclado a carga tributária incidente é a mesma da matéria-prima virgem, fazendo com que o valor da matéria-prima reciclada agregada aos tributos deixe de ter vantagem competitiva perante o material virgem, inviabilizando a sua venda e desmotivando o desenvolvimento do setor.

Atualmente com a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos, acordos setoriais estão sendo propostos e celebrados com os segmentos de embalagens, pneus, lâmpadas, pilhas e baterias, agroquímicos, óleo lubrificante e eletroeletrônico. Com a atual estrutura tributária estes projetos relacionados à reciclagem são inviabilizados.

É do conhecimento de toda a sociedade que o futuro das próximas gerações só será sustentável se esta mesma sociedade se organizar e reciclar seus resíduos transformando-os de lixo, que atualmente geram custos para todas as esferas do Governo, relacionados à coleta e disposição, em receita com a transformação em produtos novos e de qualidade.

Este é um dos muitos obstáculos enfrentados pela indústria da reciclagem,  que apesar da sua capacidade em promover a inclusão social,  pela geração de empregos às pessoas menos privilegiadas, e promover a sustentabilidade pela atividade ambientalmente correta,  enfrenta a concorrência da indústria produtora de material virgem, não possuindo incentivos tributários para prosperar e desenvolver a atividade da reciclagem.

O SINDIPLASC ressalta também que o reaproveitamento dos materiais plásticos é benéfico a toda a sociedade e a natureza.

Atenciosamente,
Alceu Lorenzon
Presidente - SINDIPLASC

 

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