terça-feira, 31 de julho de 2012

As boas vibrações e a boa eletricidade que vêm do sol



Fonte: UNDP
A energia solar é mais uma das fontes não-poluentes que podem mudar os padrões mundiais de produção, demanda e consumo num futuro breve. Apesar de ainda ser secundária no cenário brasileiro – responde por somente 1,5 megawatt (MW) dos 118 mil MW gerados no Brasil – , a Agência Internacional de Energia acredita que esta fonte se tornará competitiva em relativamente pouco tempo: a partir de 2020. O grande entrave atual está no custo necessário para a instalação, manutenção e funcionamento de seus equipamentos.
A produção depende de estruturas complexas: são necessários painéis solares, aquelas placas retangulares responsáveis pela captação da luz do sol (como mostra a foto). O processo é minucioso: as células fotovoltaicas têm a propriedade de captar a luz e transformá-la em energia. Esta capacidade é chamada de efeito fotovoltaico e não é nenhuma novidade; foi observado pela primeira vez em 1893 pelo físico francês Alexandre-Edmond Becquerel. Apesar de antigo, o alto custo envolvido na fabricação e instalação dos painéis ainda impede o uso da fonte solar em larga escala.
 Mas as perspectivas de mudança são animadoras. A Alemanha é hoje o país mais empenhado em conseguir baratear e difundir a energia solar. Isso porque projeta reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 40% até 2020. Além desta meta, o governo alemão optou por abandonar o uso de energia nuclear após o desastre na usina de Fukushima, no Japão, ocorrido em março do ano passado. Por conta de tudo isso, no último mês de maio, as usinas solares alemãs registraram novo recorde mundial: produziram 22 gigawatts de eletricidade por hora, alimentando quase 50% das necessidades energéticas nacionais.
Aqui no Brasil também há boas possibilidade de testemunharmos, em pouco tempo, o uso de fontes não-poluentes, inclusive a que usa luminosidade solar. Segundo pesquisa da KPMG internacional, o Brasil está em oitavo lugar entre os 23 países que mais aplicam políticas de incentivo à geração de energia renovável. Já no verão de 2013, o Instituto Náutico Paraty (INP) irá pôr em funcionamento o primeiro barco destinado a transporte de passageiros movido a energia solar. Por mais que as previsões do Ministério de Minas e Energia sejam discretas – justamente devido ao custo – , naturalmente que, com pesquisa e inovação, os preços de instalação e manutenção dos equipamentos deverão cair num futuro breve.
A seguir uma animação que demonstra como funciona a Energia Solar:

Artigo escrito por Henry Galsky
 

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