O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou
financiamento de R$ 210,7 milhões para a construção de uma unidade de cogeração
a vapor e de energia elétrica a partir do cavaco de eucalipto. Trata-se do
primeiro projeto aprovado pelo Banco para esse tipo de biomassa e terá
capacidade de geração total de 1,148 mil toneladas de vapor industrial e 125,7
MW de energia elétrica por ano.
Os recursos serão destinados à ERB Aratinga S.A, no município de Candeias, na
Bahia, por meio de agentes financeiros credenciados no BNDES, os bancos
Votorantim, Bradesco e Itaú BBA. Os investimentos, que somam R$ 265 milhões, vão
criar 700 empregos diretos e 1.750 indiretos durante a fase de
construção.
O conceito do projeto envolve, além do benefício ambiental de substituição de
vapor produzido a partir de gás natural por vapor produzido a partir de biomassa
para as unidades industriais da Dow do Brasil,
a verticalização da cadeia produtiva da biomassa como combustível para geração
de energia. Os investimentos incluem a plantação de 227,8 mil toneladas/ano de
eucalipto, em uma área de 9,7 mil hectares, necessários para atender à geração
prevista.
Do ponto de vista econômico, o projeto traz para a Dow benefícios como a
economia significativa no custo, em função da utilização do vapor industrial, e
a correlata eliminação do risco causado pela volatilidade do preço do gás
natural, bem como do risco de suprimento.
A escolha do eucalipto em detrimento de outras fontes de biomassa, como pinus
e bagaço de cana, privilegia a segurança no suprimento. O eucalipto tem
histórico de cultivo de mais de 90 anos e é plantado no litoral do norte da
Bahia desde a década de 70, existindo hoje mais de 130 mil hectares de florestas
naquela região. Atualmente, essas florestas estão entre as mais produtivas do
Brasil. Diferentemente de outras biomassas, o eucalipto pode ser colhido o ano
todo.
O BNDES, em suas políticas operacionais, dá prioridade aos financiamentos de
projetos em fontes de energia
renovável, que possuem uma das mais baixas taxas cobradas pelo Banco. A
biomassa, uma fonte de energia limpa, vem aumentando sua participação na matriz
energética brasileira.
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