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São Paulo
Problema: São Paulo produz 18 mil toneladas de lixo por dia. Só de resíduos
domiciliares são coletados quase 12 mil toneladas.
Solução: O município conta com uma moderna central de tratamento de resíduos.
Próxima ao aterro desativado São João, a Central de Tratamento de Resíduos Leste
(CTL) tem um moderno sistema de tratamento do chorume, que já é transformado em
água de reúso.
A queima do gás metano liberado dos aterros desativados para geração de
energia virou um dos maiores programas para a redução de emissões da cidade.
“Reduzimos em 12% as emissões de gases de efeito-estufa com a instalação da
usina de biogás nos aterros Bandeirantes e São João”, afirma o secretário
municipal de meio ambiente, Eduardo Jorge.
Os créditos de carbono gerados a partir da iniciativa, considerada um
mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL), são comercializados pela Bolsa de
Valores de São Paulo. Já foram feitos dois leilões internacionais, nos quais a
Prefeitura arrecadou 71 milhões de reais. “Esse dinheiro vem sendo aplicado em
projetos e melhorias ambientais nas regiões onde estão os aterros, como a
implantação de parques lineares, praças, um centro de formação socioambiental e
um centro de acolhimento de animais silvestres”, diz Eduardo Jorge.
Rio de Janeiro
Problema: O maior aterro de lixo da América Latina, Jardim Gramacho, em Duque
de Caxias, chegou a receber 7,8 mil toneladas por dia de lixo provenientes da
cidade do Rio e da Baixada Fluminense. À margem da Baía de Guanabara, o local,
que nasceu como lixão e virou um aterro remediado, é considerado um dos piores
problemas ambientais do estado. O recente risco de vazamento subterrâneo de
chorume, o líquido resultante da decomposição dos resíduos, foi determinante
para a decisão de desativá-lo definitivamente, posta em prática em três de
junho.
Solução: Além da mudança do aterro sanitário dali para Seropédica, o governo
deve aumentar os gastos anuais com tratamento em resíduos em 100 milhões de
reais. A construção de uma moderna central de tratamento de resíduos, a
CTR-Ciclus, é um dos principais projetos. O local já começou a receber
gradativamente os resíduos que anteriormente eram depositados no aterro de
Gramacho e em Gericinó. A nova central vai garantir o destino adequado dos
resíduos, sem riscos para o meio ambiente. A CTR vai receber 9,7 mil toneladas
de lixo, em média, por dia. O sistema será completado por sete estações de
transferência.







