sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Conceito fora do papel


Escrito por  Flávia Corbó - Portal do Varejo
Conceito fora do papel
Executivo da Leroy Merlin acredita que o planeta não precisa ser salvo, mas que nós, seres humanos, é que devemos nos salvar
Talvez não haja palavra mais em voga que ‘sustentabilidade’ nos tempos atuais. Mas há quem desconfie se o termo faz parte efetiva das iniciativas das empresas modernas ou ainda está no plano do marketing e do discurso. Para debater o tema, o diretor de sustentabilidade da Leroy Merlin, Pedro Sarro, compareceu ao segundo dia do evento BR Week para a palestra ‘A sustentabilidade como DNA do negócio de um varejista. Miragem ou realidade?’.
O executivo abriu a discussão com uma afirmação polêmica: “Quando falamos em sustentabilidade, cometemos um engano. O planeta não precisa ser salvo, ele tem seu ciclo de vida, que independe de nós. Temos que salvar a nós mesmos, ao ser humano”. A afirmação serviu para introduzir os conceitos que permeiam as lojas da Leroy Merlin no Brasil e seus colaboradores. Em 2008, o comitê de funcionários decidiu que a sustentabilidade deveria ser um dos pilares da empresa. E então, as mudanças começaram de dentro para fora.
“Para a Leroy Merlin falar para os clientes serem mais sustentáveis, teria que dar o exemplo”, ressalta Sarro. Atualmente, a empresa possui cinco lojas que foram construídas seguindo os princípios da sustentabilidade e que, posteriormente, receberam certificações que atestam os benefícios que produzem ao planeta.
As unidades verdes possuem aquecimento solar, responsável por esquentar a água das torneiras e banheiros. As lâmpadas são de led e o ar-condicionado ajusta a temperatura conforme o ambiente, o que gera uma economia de 17% de energia. “Até o final do ano teremos mais duas lojas sustentáveis”, conta Sarro. A Leroy Merlin também garante ter planos de construir todas as novas unidades seguindo esses padrões. 
Para fechar o ciclo, cerca de 3,5 mil colaboradores já passaram por um programa de conscientização, onde aprendem a disseminar os princípios da sustentabilidade em caso e no bairro onde moram. Nas lojas há espaço para a coleta de lixo reciclável e são vendidos apenas produtos de madeira de reflorestamento. Com esses exemplos, Pedro Sarro mostra caminhos capazes de tirar a ideologia do papel.
 

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