Com assinatura do contrato de coleta de lixo, Consórcio Revita Lara fará incineração e geração de energia
EVANDRO ENOSHITA
A prefeitura de São Bernardo
assinou na tarde desta sexta-feira (22) o contrato com o
Consórcio SBC Valorização de Resíduos. Formado pelas empresas Revita e Lara, o
Consórcio será responsável pelo manejo de resíduos sólidos do município.
Orçado em R$ 4,3
bilhões, e com prazo de duração de 30 anos, a SBC Valorização de Resíduos terá
como atribuição - além da construção de uma usina de incineração -, o
desenvolvimento de uma rede de coleta e destinação do lixo.
CRONOGRAMA/A partir da assinatura do contrato, a empresa terá
um prazo de 45 dias para apresentação do projeto executivo, que deve ser posto
em prática até o final do ano.
Nesse projeto deve
constar também o plano de descontaminação da área do antigo aterro do bairro
Alvarenga. Após a revitalização, o local irá abrigar um parque de 300 mil
metros quadrados. Será necessária a captação e retirada do chorume - líquido
gerado pela decomposição do lixo - e o tratamento da água contaminada. “Depois
da aprovação do projeto executivo, a previsão é de que o prazo para
descontaminação da área seja de 12 meses”, disse o diretor da Revita, Reginaldo
Bezerra.
USINA/ Além da construção do espaço verde, a limpeza da área
será necessária para que o local possa abrigar a usina de lixo.
Com capacidade para
geração de até 22 megawatts/hora - o suficiente para atender a metade da
demanda atual da cidade -, a usina terá um custo de construção de R$ 600
milhões. A previsão é de que as obras sejam iniciadas em 2013, e a queima
do lixo passe a acontecer a partir de 2015.
Entretanto, ainda
não está definida a tecnologia que será utilizada na geração de energia.
Segundo o secretário de Planejamento Urbano de São Bernardo, Alfredo Buso, a
definição também deverá acontecer até o final deste ano.
CUSTO/ Atualmente, o município gasta R$ 14 milhões por mês
para descartar as 700 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade.
Atualmente os resíduos são enviados para o aterro Lara, em Mauá.
Com o novo
contrato, o custo será de R$ 10 milhões/mês. Por outro lado, o consórcio poderá
explorar a renda gerada pela venda de materiais recicláveis e da energia
elétrica da usina.
Consórcio foi único a fazer proposta
Fim da licitação foi adiado por três vezes
Desde o ano passado, a prefeitura de São Bernardo já
havia adiado duas vezes a data para anúncio da empresa vencedora da licitação
dos serviços de lixo.
Inicialmente, a
concorrência estava prevista para ser encerrada em 30 de agosto do ano passado.
Depois a data de anúncio do vencedor foi adiada para o dia 28 de dezembro. A
licitação, porém, só foi concluída em março deste ano.“Enfrentamos algumas
dificuldades devido às restrições impostas pelo Tribunal de Contas. Por isso
houve uma demora na assinatura do contrato”, explicou o prefeito de São Bernardo,
Luiz Marinho.
Cinquenta empresas
chegaram a retirar o edital para a concorrência, mas apenas uma - o Consórcio
SBC Valorização de Resíduos - chegou a fazer proposta à prefeitura.
A previsão é que
com o novo contrato de manejo do lixo sejam gerados entre 500 e 800 empregos na
cidade, que deverão se concentrar na nova rede de pontos de entrega voluntária
de materiais recicláveis, centrais de triagem e 30 ecopontos, que serão administrados
por cooperativas.







