sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Usina de queima de lixo pode ser alternativa para Porto Alegre


13/06/2012
Após convocação da Prefeitura de Porto Alegre, dez empresas, sendo uma delas estrangeira, apresentaram propostas para construir uma Central de Tratamento de Resíduos Sólidos na capital, substituindo o aterro sanitário do município de Minas do Leão. A próxima etapa será realizada nos próximos 90 dias, com a análise dos estudos por técnicos, que vão definir se há viabilidade para implementação do projeto, cujo investimento está estimado em R$ 450 milhões.

Atualmente, o lixo da capital que não é encaminhado para reciclagem passa por uma estação de transbordo na Lomba do Pinheiro e acaba no aterro de Minas do Leão, que gera um custo mensal de R$ 2,7 milhões ao DMLU. Esse valor se refere ao gasto no transporte até o município da região carbonífera (R$ 31,40 por tonelada) e mais o depósito no aterro da Sil Soluções Ambientais (R$ 31,39 por tonelada). Por mês, partem da capital cerca de 44 mil toneladas de lixo não reaproveitado, a maioria por falta de separação.

Com o novo projeto, o objetivo é acabar com o transporte para o aterro. A hipótese mais provável é que Porto Alegre tenha uma usina de queima de resíduos, gerando energia elétrica. “No mundo, hoje, há três ou quatro tecnologias diferentes para tratamento dos resíduos sólidos. Agora, vamos analisar os estudos e escolher a tecnologia, analisar a modelagem econômico-financeira e concluir se é viável”, explica Edemar Tutikian, coordenador do Gabinete de Assuntos Especiais, que está à frente do projeto e que também esclarece que nada vai mudar na reciclagem feita na capital. 

Se for viável, o projeto será uma PPP (parceria público-privada). A empresa que construir a central passará a receber da prefeitura pelo serviço. O custo, segundo Tutikian, pode ser maior para os cofres públicos, mas há ganhos ambientais com a redução do trânsito de caminhões e o fim do depósito de lixo em aterro.

Fonte: PORTO WEB
 

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