Evento terá reuniões preliminares em todo o país a partir de 10 de janeiro. Etapa nacional será em outubro
Letícia Verdi
A
IV Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA), que acontecerá em
Brasília de 24 a 27 de outubro de 2013, terá como foco a Política
Nacional de Resíduos Sólidos - uma das principais preocupações
ambientais do Brasil após a aprovação da Lei 12.305/2010, que a
instituiu. “Com o evento, esperamos contribuir para essa discussão e
estabelecer estratégias governamentais para a implementação da
política”, afirma o diretor de Cidadania e Responsabilidade
Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Geraldo Vitor de
Abreu. Segundo ele, o objetivo é disseminar o conhecimento
técnico-científico e político relativo ao tema, buscando integrar
produção e consumo sustentáveis, enfrentamento dos impactos ambientais e
geração de emprego e renda.
As etapas preparatórias, municipais e
regionais, serão realizadas de 10 de janeiro a 30 de maio próximos. As
estaduais e do Distrito Federal serão se 30 de maio a 10 de setembro.
Haverá ainda etapas virtuais de 10 de janeiro até 1 de setembro de 2013.
Neste momento, o corpo técnico do MMA está elaborando o texto base que
servirá de ponto de partida para as discussões. Uma comissão
organizadora nacional contará com órgãos e instituições de governo e a
sociedade civil - comunidade acadêmica, povos indígenas, comunidades
tradicionais, trabalhadores, organizações não governamentais, movimentos
sociais e empresários. A previsão é que a CNMA seja integrada,
proporcionalmente, por representantes da sociedade civil (50%),
empresariado (30%) e governos (20%).
MOBILIZADORES
Em
âmbito estadual e municipal, serão selecionados mobilizadores e
articuladores para atuar regionalmente, promovendo o encontro entre
prefeituras, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis
(Ibama), secretarias de meio ambiente, conselhos estaduais e
organizações da sociedade civil. Após os debates na etapa regional, as
propostas aprovadas de natureza municipal ficam para serem implantadas
pelo poder local e as demais seguem para a etapa estadual. Em seguida, o
mesmo processo culmina nas propostas que chegam à etapa nacional.
Na
I CNMA, em 2003, mais de 65 mil pessoas participaram do processo de
discussão, entre eles ambientalistas, empresários, governos, academia,
comunidades tradicionais, indígenas, sindicatos e outros segmentos da
sociedade. Os temas discutidos partiram da realidade de cada uma das
cinco regiões e dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal. Desse
debate, surgiram 323 deliberações (de um total de 659 resoluções)
aprovadas pela plenária, sendo que mais de 70% foram transformadas em
ações pelo MMA. Alguns exemplos:
- Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia;
- Criação de unidades de conservação de proteção integral e ampliação das já existentes;
- Criação das Comissões Técnicas Tripartites Estaduais;
- Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais e Conselheiros do Sisnama;
- Plano BR 163 Sustentável.
A
II CNMA, em 2005, teve 86 mil pessoas envolvidas no processo todo. Na
plenária final foram votadas 831 deliberações, entre as quais:
- Consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação;
- Fortalecimento de ações de revitalização da bacia do Rio São Francisco;
- Desenvolvimento Sustentável da BR 163 e BR 319;
-
Implantação em caráter de urgência de Planos de Ação para a Prevenção e
o Controle do Desmatamento (similares ao da Amazônia) para todos os
biomas brasileiros, especialmente a Caatinga e o Cerrado.
Já a III CNMA, em 2008, foi dedicada a subsidiar a elaboração do Plano Nacional de Mudanças Climáticas.







