domingo, 9 de dezembro de 2012

DISCURSO DE ABERTURA


PRONUNCIAMENTO

Prezados Senhores, bom dia.


Agradecemos a presença de todos na SUSTAIN TOTAL 2012.

Vou ser bem breve em minha explanação, simplesmente quero que vocês reflitam sobre a velocidade que a Política Nacional de Resíduos Sólidos está imprimindo nos últimos meses junto aos setores produtivos e público.

Passamos as ultimas duas décadas discutindo um novo marco regulatório para a gestão do resíduo, que reunisse princípios e instrumentos capazes de nortear as ações de prefeituras, empresas, governos, associação de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis.

Mesmo com toda a velocidade que estamos imprimindo nessa arrancada, visualizamos que o caminho é longo, mas é possível de percorrer. Temos uma quantidade enorme de lixões para serem revertidos em aterros (mais de 2.900), quebrar a barreira, considerando que somente 30% dos municípios possuem aterros sanitários.

Com relação à coleta seletiva de materiais recicláveis, entre 2000 e 2008 houve um aumento de 120% no número de municípios que desenvolvem tais programas, que chegaram a 994, estando a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Esse marco, embora importante, ainda não ultrapassa 18% dos municípios brasileiros.

Embora a taxa de reciclagem de materiais de papel/papelão, também como plástico tenham crescido para patamar de 22%, ainda destinamos um volume relevante a aterros e lixões. Isso demonstra que a educação ambiental que precisa ser investida junto ao cidadão para mudança de comportamento na separação do lixo seco e do úmido, além da prefeitura que precisa garantir que o resíduo coletado possa ser tratado adequadamente.

Por mais que todos os editais de logística reversa, de planos municipais e estaduais sejam aprovados, os gargalos desse caminho passam pela ampliação da capacidade de atendimento das recicladoras (como é o caso de lâmpadas e pilhas/baterias), pela inclusão social de catadores com produtividade, pela desoneração tributária em diferentes setores e materiais, pela capacitação dos gestores, pelo realinhamento jurídico entre legislação municipal e estadual com a federal, pela regionalização dos planos diante de um País Continental e com altos custos de transportes.

O caminho é longo, estamos no caminho certo, mas precisamos identificar e eliminar com excelência os gargalos que fazem este caminho mais longo. Cabe a nós alertar os principais atores do Plano Nacional para que imprimem a mesma velocidade.

Muito obrigado,
Ricardo Vieira
Presidente
IBDS
 

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