A utilização de mercúrio para extrair artesanalmente o ouro coloca em riscos a saúde dos mineiros. Foto:IRIN/Kenneth Odiwuor
Um novo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado Mercúrio: Hora de Agir, afirma que muitas comunidades nos países em desenvolvimento estão enfrentando riscos de saúde e ambientais associados à exposição ao
mercúrio. O documento afirma que regiões da África, Ásia e América do
Sul estão sendo atingidas pelo crescente despejo desse metal no meio
ambiente, principalmente por causa do uso desse elemento tóxico na
mineração de ouro ou por meio da queima de carvão para geração de
eletricidade.
Nos últimos 100 anos, as emissões do homem dobraram a quantidade de
mercúrio nos cem metros superiores dos oceanos. Concentrações em águas
mais profundas aumentaram até 25%. O relatório do PNUMA também avalia,
pela primeira vez em nível mundial, a emissão de mercúrio em rios e
lagos – boa parte da exposição humana de mercúrio deve-se à ingestão de
peixes contaminados.
O mercúrio na natureza é um metal prateado-branco, líquido em
temperaturas comuns, que pode ser prejudicial aos seres humanos e ao
meio ambiente. Quando liberado pela indústria e outras fontes
artificiais, pode permanecer no meio ambiente por séculos. Por isso, as
reduções nas emissões de mercúrio podem levar décadas até terem um
efeito demonstrável sobre os níveis de mercúrio na natureza e na cadeia
alimentar.
O relatório pede ações de governos, indústrias e sociedade civil para
fortalecer os esforços pela diminuição das liberações de mercúrio, já
que os atrasos nessas ações poderão levar a uma recuperação muito lenta
dos ecossistemas e um grande legado de poluição.
Informe da ONU Brasil, publicado pelo EcoDebate, 11/01/2013