Aterros sanitários devem ser adotados.
As prefeituras dos 75 municípios sergipanos têm até 2014, para extinguir os lixões e adotar os aterros sanitários, como forma de enfrentar os problemas ambientais, sociais e econômicos oriundos do manejo irregular dos resíduos sólidos a céu aberto.
O prazo estabelecido e regulamentado em dezembro de 2012 faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/10), desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Um dado interessante é que apenas 12% dos municípios brasileiros possuem coleta seletiva (reciclagem), prática que deve ser incorporada em todo o país.
Diversas formas de solucionar para o problema dos lixões foram apresentadas, a exemplo da parceria público-privado, criação de consórcios e o trabalho de reciclagem.
A solução encontra pelos gestores sergipanos para o referido problema foi criar consórcios públicos regionais (municípios com até 100 mil habitantes) para gerir o lixo produzido em cada região do Estado. Em Sergipe, existem os consórcios do Agreste Central, Baixo São Francisco, Grande Aracaju, Centro Sul e região Sul do estado.
Segundo dados do governo de Sergipe, existem 129 lixões espalhados pelo estado, número superior ao de municípios (75). A produção diária de lixo chega aproximadamente a 800 toneladas na Grande Aracaju e cinco toneladas em cidades de pequeno porte.
De acordo com a Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABRSLP), são necessários em todo país, a criação de 492 novos aterros sanitários, o que geraria custos acima de dois bilhões de reais.
Os recursos para a criação desses novos são disponibilizados pelo Governo Federal. Porém, já estamos no quarto mês de 2013, restam oito meses para 2014, e a muito que fazer. Os consórcios foram criados, mas, os locais onde serão instalados os novos aterros sanitários, ainda não foram decididos, e quem perde com isso é a sociedade e o meio ambiente.
Por Ed Carlos, do Diário do Agreste







