Abril 25,
2013 por Rodrigo José de Castro Bigi e Bissi
SP
ganhará 4 grandes centrais de reciclagem
Fonte : Tiago Dantas - O Estado de S.Paulo
Fonte : Tiago Dantas - O Estado de S.Paulo
Até junho do ano que vem, a Prefeitura pretende
colocar em funcionamento duas megacentrais de triagem de material reciclável.
Outras duas devem ficar prontas em 2016. A previsão é de que cada equipamento
tenha capacidade para processar 250 toneladas de lixo por dia. A quantidade é
um pouco maior do que as 240 toneladas que são processadas diariamente nas 20
centrais espalhadas pela capital.
Para viabilizar o projeto,
a Secretaria Municipal de Serviços firmou um acordo com as duas empresas que
fazem a coleta de lixo. O contrato que a Loga e a Ecourbis têm com a Prefeitura
já previa que elas construíssem mais 17 pequenas centrais.
A proposta do governo foi trocá-las por quatro
unidades maiores. As primeiras duas unidades ficarão em Santo Amaro, na zona
sul, e no Bom Retiro, no centro. As outras megacentrais ficarão em São Mateus,
zona leste, e na Vila Guilherme, zona norte.
O secretário de Serviços, Simão Pedro, acredita que
a mudança pode ajudar o governo a atingir a meta proposta pelo prefeito
Fernando Haddad (PT) de aumentar de 1,8% para 10% a quantidade de lixo
reciclado no Município. "Para atingir a meta, vamos ter de ampliar o
serviço e a velocidade da coleta", afirma o secretário. "Hoje, dos 96
distritos, só 72 têm coleta seletiva. Temos de levar a todo o Município."
Críticas
Embora seja necessário aumentar a porcentagem de
lixo reciclado na capital, a construção de centrais de triagem muito grandes
podem causar prejuízos, segundo o presidente do Instituto Brasil Ambiente,
Sabetai Calderoni, que é consultor da ONU para gestão de resíduos sólidos.
"A iniciativa é muito boa, mas o ideal é descentralizar o tratamento do
lixo para evitar o custo de deslocamentos pela cidade."
Calderoni afirma que, em geral, um terço de tudo o
que se gasta com a gestão do lixo vai para o transporte do material. "Uma
central capaz de tratar 250 toneladas por lixo por dia é muito grande. É
praticamente o que produz uma cidade de médio porte, com cerca de 300 mil
habitantes. O mais indicado é ter pequenas centrais. Por seu tamanho, São Paulo
poderia ter centenas delas."
Custo
As novas centrais devem custar cerca de R$ 6
milhões, além de ter despesa mensal de manutenção de R$ 300 mil, segundo Pedro.
Por outro lado, a venda do material reciclado pode render até R$ 2 milhões por
mês, segundo cálculos da secretaria. "Esse valor
deve ser dividido para todo o sistema de coleta, não só para a cooperativa que operar a central."
Cada equipamento seria destinado a uma cooperativa
de catadores de material reciclável, mas a renda pode ser dividida. Cinco
cooperativas aguardam autorização da Prefeitura para trabalhar. Além das quatro
megacentrais, a Secretaria de Serviços estuda a construção de nove unidades
menores.







