segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comissão Especial da ALERJ visita lixão em Angra dos Reis

‘Com o fechamento dos lixões, os catadores vão perder suas fontes de sobrevivência’
Janira: ‘Com o fechamento dos lixões, os catadores vão perder suas fontes de sobrevivência’


Angra dos Reis
A Comissão Especial de acompanhamento do fechamento dos lixões e criação dos Centros de Tratamento de Resíduos (CTRs) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) realiza amanhã (13) uma visita técnica ao lixão do bairro Ariró. O objetivo é verificar as condições do local e manter contatos com os catadores que sobrevivem de material reciclável recolhido no lixão. A visita dos integrantes da comissão à cidade faz parte do programa de inspeções técnicas que vem sendo realizado a lixões e aterros sanitários de todo o estado. Os integrantes do colegiado já estiveram em Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.


Segundo informações da presidente da Comissão, deputada Janira Rocha (PSOL), a principal preocupação do colegiado é com os catadores. Ela destacou que "com o fechamento dos lixões, os catadores vão perder suas fontes de sobrevivência".
- A situação destes catadores é desesperadora. Muitos estão sendo deixados para trás com o fechamento dos lixões, sem qualquer assistência dos governos. Vários estão morrendo de fome e de doenças como hanseníase - afirmou.

Janira explicou que a estimativa é de que cerca de 40 mil pessoas sobrevivam no estado do Rio recolhendo materiais recicláveis em lixões e aterros. Ela informou que nos próximos anos devem ser desativados cerca de 30 lixões nos municípios fluminenses onde trabalham.

- Em cumprimento aos princípios e diretrizes da Lei 12.305/2010, os catadores tem que ser incorporados em programas municipais de coleta seletiva e na cadeia produtiva da reciclagem - disse. 

A deputada alertou para o fechamento do lixão de Itaoca, em São Gonçalo. Com o fechamento, segundo ela, cerca de 700 famílias de catadores foram abandonadas.
- Famílias de catadores foram abandonadas à própria sorte, sem fonte de renda e morando em condições precárias, sem água potável e saneamento. Foi o drama e a mobilização destes catadores que me levou a propor na Alerj a criação da Comissão Especial - finalizou.


A comissão


A Comissão Especial vai funcionar por 120 dias, podendo ser prorrogada por mais 90 dias. 
O trabalho é voltado principalmente para verificar se o processo de implantação dos aterros sanitários controlados, chamados de Centros de Tratamento de Resíduos (CTR), está respeitando a Lei Federal que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.


 

Siga-nos:

Fan Page Feed Facebook

Mais informações: contato@ibds.org.br
(11) 9 5558-7038 - São Paulo – SP