sexta-feira, 31 de maio de 2013

São Caetano já recicla 200 toneladas de lixo por mês

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Da Redação

No último sábado, um informativo distribuído em São Caetano apresentou informações falsas sobre o atual sistema de coleta seletiva da cidade. Com exclusividade ao Jornal ABC Repórter, o diretor geral do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Welington Kalil, concedeu entrevista a fim de esclarecer à população a verdade dos fatos. Confira abaixo.

ABC Repórter: O que o senhor tem a dizer sobre o informativo distribuído na cidade?
Welington Kalil: Um ato irresponsável. Trata-se de um desserviço à população. Os munícipes devem desconsiderar e sempre desconfiar deste tipo de publicação. Não há nenhum responsável que assine ou meio de contato, como regem as normas legais. As informações são falsas, com objetivo político na tentativa de desestabilizar a Administração e esta autarquia. Já estamos tomando as ações no intuito de verificar a origem.

Repórter: Para deixar claro para a população, como a coleta seletiva é realizada?
Kalil: Mensalmente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) distribui os sacos amarelos nas casas e as bags (sacos de grandes volumes) em prédios. Semanalmente, a partir das 7h, caminhões específicos passam porta a porta nos 15 bairros da cidade (veja tabela ao lado) recolhendo os sacos amarelos nas casas e as bags em prédios. Depois disso, os resíduos são encaminhados para o Centro de Triagem da Coleta Seletiva, no Bairro Prosperidade, onde são separados e descartados da forma correta.

Repórter: Ela vem funcionando normalmente?
Kalil: Sim. Atualmente, uma equipe da frente de trabalho da Secretaria Municipal de Assistência e Inclusão Social (Seais), gerenciada pelo DAE, atua no Centro de Triagem fazendo a separação e o descarte correto dos materiais reciclados. Em janeiro deste ano, quando assumimos, nos deparamos com uma situação caótica no Centro de Triagem. Foram chamados os responsáveis da cooperativa contratada a fim de reestruturar a operação e montar um cronograma de reuniões semanais visando o aprimoramento das atividades. Mesmo assim, a qualidade dos serviços e as condições do espaço continuaram precárias. No início do mês de março, o DAE teve de tomar atitudes drásticas por causa da situação prejudicial à saúde pública, retirando todo o material reciclável e realizando a limpeza e a desratização. Constatou-se que a cooperativa não dava conta da demanda, o que resultou no acúmulo de lixo reciclado devido à falta de pessoal, que não tinha capacidade para triar todo o material da coleta seletiva. A cooperativa foi advertida por diversas vezes para que se cumprissem as cláusulas contratuais, porém sem sucesso. Nossos técnicos fiscalizaram periodicamente os serviços operacionais no Centro de Triagem, emitindo relatórios fotográficos diários e notificações. Herdado da administração anterior, o contrato, com duração de um ano, encerrou-se no último mês de abril e não foi renovado. No ato da vistoria e entrega das instalações, averiguou-se que o local havia sido totalmente depredado, inviabilizando a continuação da operação. Devido a esta situação, foram elaborados Boletins de Ocorrência (BOs) e as instalações tiveram que passar por adequações.

Repórter: Qual é o papel do DAE neste processo?
Kalil: Coordenamos o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o tratamento e a destinação final do lixo e o Centro de Triagem da Coleta Seletiva. Tais atribuições foram transferidas à autarquia por meio da Lei Municipal 5.039, de 2011, que criou a nossa Divisão de Resíduos Sólidos.

Repórter: Quais os destinos dos resíduos?
Kalil: Nem tudo que vai para a coleta seletiva poder ser reciclado. Todo o material que chega no Centro de Triagem é separado em diferentes modalidades: garrafas PET, plásticos duros e filmes, papel, papelão, caixas de leite e de suco, vidros, alumínios, latas, jornais, entre outros em menor quantidade. Nem todos os materiais desta lista podem ser reciclados. Exemplo, uma caixa de pizza com restos de alimentos dentro é considerada imprópria para a reciclagem. Garrafas PET que contenham restos de líquido ou sólido também. Por isso é feita a separação destes materiais, que no Centro de Triagem passam por uma esteira elevatória e lá são separados, compactados e destinados em suas diferentes modalidades. Aproximadamente um terço do que passa pela esteira é o que chamamos de rejeito, ou seja, material que não pode ser reciclado, que consequentemente é levado ao aterro sanitário Lara, em Mauá, assim como os resíduos diários da coleta domiciliar (sacos pretos). Para não ficarem dúvidas, dependendo da disponibilidade operacional, o rejeito pode ser encaminhado ao aterro pelo próprio caminhão da coleta seletiva ou pelo da coleta domiciliar. O restante é leiloado.

Repórter: Como identificar os veículos das coletas?
Kalil: Existem três tipos de veículos que realizam a coleta de lixo. O caminhão compactador com detalhes azuis nas laterais recolhe os resíduos domiciliares (sacos de lixo pretos). O caminhão compactador com detalhes verdes com o símbolo “Reciclável” e o escrito nas laterais é responsável pela coleta seletiva (sacos de lixo amarelos). Já o caminhão-baú com detalhes verdes com o símbolo “Reciclável” e o escrito nas laterais é responsável em recolher as bags (sacos de grandes volumes) nos edifícios.

Repórter: Na perspectiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos, qual é a meta de ampliação da coleta seletiva? 
Kalil: A meta é abranger 100% da população. Das duas mil toneladas de resíduos domiciliares recicláveis gerados por mês, São Caetano recicla 200 toneladas por mês, que são encaminhadas ao Centro de Triagem. De acordo com o PMGIRS (Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos), coordenado pelo DAE em parceria com a prefeitura, lançado no dia 24 de abril deste ano, o objetivo é atender a política nacional, ampliando o programa nos edifícios. Também já estão em processo de estudos as implantações de ecopontos, de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) e de ações educacionais. O plano foi retomado neste ano pelo DAE e elaborado com a participação ativa dos diversos setores sociais e econômicos da sociedade civil por meio de uma série de reuniões temáticas e uma conferência pública. Para ver as ações, basta acessar o hotsite http://hotsites.daescs.sp.gov.br/residuos-solidos/.

Repórter: Gostaria de deixar uma mensagem?
Kalil: Continuem engajados. Nossa população é exemplo de consciência e responsabilidade ambiental na região, no Estado e no Brasil. O DAE tem à disposição dos munícipes um telefone de atendimento ao público para tirar dúvidas, reclamações e sugestões pertinentes ao serviço de coleta seletiva. É o 4239-1700. Também é disponibilizado o e-mail drs@daescs.sp.gov.br. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h. Sempre estaremos abertos a esclarecer o que for necessário. A participação popular e o cuidado com o Meio Ambiente são princípios do governo, essenciais neste processo sustentável.

 

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