Lançamento do Comitê Nacional de Logística Reversa
Neste dia 05 de junho, a Associação
Brasileira de Logística – ABRALOG firma cooperação técnica com o Instituto
Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – IBDS para lançamento do Comitê
Nacional de Logística Reversa. A cooperação foi anunciada no evento do Dia
Nacional da Logística na sede da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo – FIESP.
A cooperação também engloba a
realização de programas de capacitação como o MBA de Logística Reversa, cursos
de curta e média duração, workshops setoriais, regulamentação do profissional
do setor, além de ações institucionais que contribuirão para melhorar a oferta
de mão-de-obra qualificada para atendimento dos acordos setoriais que estão
sendo firmados em diferentes setores (pneus, lâmpadas, produtos eletroeletrônicos,
óleos lubrificantes, embalagens, pilhas e baterias, etc.), segundo o artigo 33
da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010).
Segundo Ricardo Vieira, presidente do
IBDS, “o mercado ainda não oferece um profissional
qualificado e habilitado para atender as exigências de Logística Reversa e as
diretrizes da Política Nacional (Lei 12.305/2010), como a responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida de produtos, gestão de resíduos pós-consumo,
indicadores de gestão da logística reversa, instrumentos fiscais e tributários,
direito ambiental, gestão pública de resíduos sólidos, gestão da cadeia de
suprimentos, princípios de poluidor-pagador e protetor-recebedor, entre outros temas críticos.”
Segundo João Batista, Vice-Presidente
da ABRALOG, ratifica que o “Ministério do
Meio Ambiente avaliará diferentes propostas de acordos setoriais (embalagens,
eletroeletrônicos, descarte de medicamentos, etc.), é necessário ter uma visão
estruturada e sistêmica de quem mais entende de logística reversa no País, a
regionalização do tratamento de resíduos pós-consumo terá que acontecer, o
Brasil é um país continental, os custos de transporte podem inviabilizar
qualquer análise econômica de um projeto de logística reversa”.
“Existem
setores críticos como de lâmpadas e de medicamentos vencidos que o tratamento
de resíduos não gerará receita residual, dessa forma, é necessário equalizar os
custos da operação para cada tipo de acordo setorial, não existe uma receita de
bolo, há necessidade primordial de consolidar estudo georeferenciado dos pólos
de maiores geradores”, enfatiza presidente do IBDS.
Segundo Manoel Santos, “temos melhores práticas de logística reversa
de pós-vendas no mercado nacional, como, por exemplo, a HP Brasil que gerencia
uma operação há mais de 15 anos no Brasil de cartuchos e torners, com
rastreabilidade de solicitações, o programa de reciclagem apresenta o processo
padronizado com medição de resultados em cada etapa, também apoiado por grandes
redes varejistas com pontos de coleta”.
“Estamos
presenciando companhias como a Ambev, que tem desenvolvido projetos de ciclo de
vida completo, como é o caso do PET-PCR (pós-consumo reciclado), homologado
pela ANVISA em 2008 pela RDC 20”, complementa Vice-Presidente da ABRALOG. O
projeto bottle-to-bottle idealizado pela Ambev, garante o envolvimento de toda
a cadeia produtiva: cooperativas, recicladores, transformadores e a indústria
de embalagens”, exemplifica presidente do IBDS.
Segundo o
diretor de relações socioambientais e de comunicação da Ambev, Ricardo Rolim, “o ciclo da embalagem PET-PCR (pós-consumo
reciclado) garante à companhia um estágio elevado no processo de reciclagem de
nossas embalagens, dando a elas, grau máximo de reciclabilidade, além de
reduzir drasticamente a geração de resíduos no processo pós-consumo com a
destinação garantida em seu próprio ciclo de vida, reduzir as emissões de gases
efeito estufa (GEE) e economizar recursos naturais básicos (água e energia) no
processo produtivo, integrando toda a cadeia produtiva com uma gestão mais
sustentável de fornecedores: cooperativas, recicladores, transformadores e
indústria de embalagens”.
Ricardo
Rolim ainda enfatiza, “as cooperativas e
recicladores reconhecem que a companhia não está medindo esforços na gestão
pós-consumo das embalagens PET, aumentando seu valor de comercialização com a
garantia de maior taxa de reciclabilidade e destinação correta para o próprio
ciclo de produção de novos produtos”.
“O
País precisará caminhar muito no processo de educação ambiental para que
mobilize o consumidor a entregar seus produtos e materiais recicláveis,
principalmente embalagens em geral nos pontos de entrega voluntária (PEVs) no
varejo e públicos. Estamos dispondo muitos recursos (energia, água, insumos) em
aterros sanitários e lixões. O Poder Público Municipal precisará também fazer
sua parte neste processo, aliando-se à responsabilidade compartilhada de
fabricantes, distribuidores, importadores e varejistas”, ratifica presidente
do IBDS.
“É
muito importante que os acordos setoriais avaliem a malha logística do País,
precisamos verificar se os projetos dos acordos setoriais contemplam a
deficiência de nossa malha e sinalize opções para que os pólos de geração
tenham estrutura mínima suficiente para recebimento e tratamento adequado, de
acordo com as exigências do Comitê Orientador para a Implantação
da Logística Reversa (CORI) e da Política Nacional de Resíduos
Sólidos”, finaliza João Batista, vice-presidente da ABRALOG.
SERVIÇO:
COMEMORAÇÃO DO DIA DA
LOGÍSTICA
REALIZAÇÃO: ABRALOG
DATA: 05 de
Junho de 2013
HORÁRIO: 19h00
Local: FIESP
– Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
Avenida Paulista, 1.313 – 16º Andar (Espaço Eventos)
Bela Vista – São Paulo/SP







