quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cooperativa Mãos Dadas assina contrato com a Prefeitura de Ribeirão Preto

Foto: Guto Silveira/Gazeta de Ribeirão
Momento da assiantura de contrato firmado entre a administração municipal e a Cooperativa Mãos Dadas
Momento da assiantura de contrato firmado entre a administração municipal e a Cooperativa Mãos Dadas

Cooperados receberão pela triagem do lixo reciclável e o resultado da venda, o que deve garantir cerca de um salário mensal a cada um


01/07/2013 - 21h15 | Guto Silveira

Depois de um protesto na quinta-feira (27) e de uma reunião de cerca de quatro horas no Ministério Público Estadual (MPE) na tarde desta segunda-feira (1) a Cooperativa Mãos Dadas e a Prefeitura de Ribeirão Preto assinaram um contrato de prestação de serviços para a triagem do lixo reciclável coletado. Pelo documento assinado, a Administração municipal pagará à Cooperativa, que hoje tem 22 cooperados, R$ 607,00 por tonelada de material separado.

A Prefeitura também se comprometeu a fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), cesta básica, um lanche diário e manutenção do local onde o trabalho será realizado, como o pagamento de água, energia elétrica, conta telefônica, vigilância do local, transporte do pessoal etc.

A cláusula do contrato que gerava controvérsias, sobre a propriedade do material reciclado foi mantida, porque as dúvidas foram dirimidas. O material será vendido e destinado, neste primeiro momento, à Cooperativa, por ser ela a única habilitada a receber os recursos.

Caso apareça uma outra entidade também habilitada, os recursos serão divididos proporcionalmente. O que a Mãos Dadas queria era figurar no contrato como única beneficiária, o que não é permitido juridicamente, já que os valores têm função social e como tal deve ser aplicado. O material que for coletado pelos cooperados, a eles pertencerão.
“Se eventualmente tiver só, de fato, a cooperativa Mãos Dadas no município que preencha os requisitos legais, ela fica também com o produto triado”, explicou o promotor do Meio Ambiente, José Donizete Lemos, que mediou as negociações entre as duas partes.

Aumento da capacidade

A presidente da Mãos Dadas, Iracy Pereira, comemorou o desfecho das negociações que já ocorriam desde o final do ano passado. “Agora, se Deus quiser, vamos ajustar mais pessoas, mais irmãos para trabalhar conosco. Estou muito feliz com o resultado porque vamos ajudar mais pessoas”, disse. Segundo ela, a cooperativa hoje tem capacidade para triar cerca de 40 toneladas de recicláveis por mês.

“Com o contrato, vamos garantir uma renda melhor e aumentar a produção, porque mais pessoas vão se interessar pelo trabalho”, comentou Iracy. Segundo ela o número de cooperados já chegou a cem, mas a maioria desistiu em função da baixa renda. “Nenhum pai de família consegue sobreviver com uma renda de R$ 120,00 ou R$ 130,00 por mês”, afirmou.


 

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