Um Hospital em Teresina joga lixo na rua apesar de ter um Plano de Gestão de Resíduos Sólidos. Apesar de ser obrigado por lei a fazer um gerenciamento específico para seus resíduos, a Maternidade Evangelina Rosa simplesmente deposita seus resíduos na rua para que este seja coletado pelo serviço de coleta de resíduos domésticos da cidade. Desta forma, a mistura dos resíduos hospitalares e domésticos acontece no meio da rua e na frente da população.
Segundo o Secretário Executivo da SDU Vicente Moreira, a prefeitura de Teresina gasta o equivalente a R$ 1.400 para fazer o tratamento de cada tonelada de resíduo hospitalar enquanto que o tratamento de resíduos domésticos custa a prefeitura 30 R$/ton. O fato da Maternidade Evangelina Rosa não fazer a separação de seus resíduos causa aos cofres públicos um prejuízo que poderia ser evitado simplesmente com uma boa administração no hospital. O secretário ainda joga a culpa na administração do hospital.
Esse jogo de culpa já é bem conhecido no Brasil. Em um problema como esse onde existe mais de um responsável ou melhor dizendo irresponsável por esse perigo a saúde pública, as partes ficam se acusando mutuamente e termina ninguém fazendo absolutamente nada.
O raciocínio lógico leva a crer porém que mesmo que a administração do hospital seja incompetente e irresponsável e deva ser punida por isso, a administração pública jamais pode ficar assistindo a uma coisa que, segundo a reportagem já dura muitos anos sempre do mesmo jeito.
Ao que tudo indica existe uma distancia muito grande entre o Plano de Gerenciamento de Resíduos e da administração do hospital. Normalmente isso acontece quando a administração contrata uma empresa para fazer o plano de gestão de resíduos e não se preocupa com o treinamento de pessoal para gerenciar esse plano. Dessa forma, quando a empresa entrega o plano, mesmo que este tenha uma excelente qualidade, o gerenciamento não será realizado porque os administradores não conseguem colocar o plano em prática. Este problema tende a se repetir em todos os locais onde é exigido os planos de gerenciamento, ou seja, nas empresas, nas prefeituras, nos Estados, …
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