sexta-feira, 5 de julho de 2013

Hospital em Teresina joga lixo na rua

Um Hospital em Teresina joga lixo na rua apesar de ter um Plano de Gestão de Resíduos Sólidos. Apesar de ser obrigado por lei a fazer um gerenciamento específico para seus resíduos, a Maternidade Evangelina Rosa simplesmente deposita seus resíduos na rua para que este seja coletado pelo serviço de coleta de resíduos domésticos da cidade. Desta forma, a mistura dos resíduos hospitalares e domésticos acontece no meio da rua e na frente da população.
Segundo o Secretário Executivo da SDU Vicente Moreira, a prefeitura de Teresina gasta o equivalente a R$ 1.400 para fazer o tratamento de cada tonelada de resíduo hospitalar enquanto que o tratamento de resíduos domésticos custa a prefeitura 30 R$/ton. O fato da Maternidade Evangelina Rosa não fazer a separação de seus resíduos causa aos cofres públicos um prejuízo que poderia ser evitado simplesmente com uma boa administração no hospital. O secretário ainda joga a culpa na administração do hospital.
Esse jogo de culpa já é bem conhecido no Brasil. Em um problema como esse onde existe mais de um responsável ou melhor dizendo irresponsável por esse perigo a saúde pública, as partes ficam se acusando mutuamente e termina ninguém fazendo absolutamente nada.
O raciocínio lógico leva a crer porém que mesmo que a administração do hospital seja incompetente e irresponsável e deva ser punida por isso, a administração pública jamais pode ficar assistindo a uma coisa que, segundo a reportagem já dura muitos anos sempre do mesmo jeito.
Ao que tudo indica existe uma distancia muito grande entre o Plano de Gerenciamento de Resíduos e da administração do hospital. Normalmente isso acontece quando a administração contrata uma empresa para fazer o plano de gestão de resíduos e não se preocupa com o treinamento de pessoal para gerenciar esse plano. Dessa forma, quando a empresa entrega o plano, mesmo que este tenha uma excelente qualidade, o gerenciamento não será realizado porque os administradores não conseguem colocar o plano em prática. Este problema tende a se repetir em todos os locais onde é exigido os planos de gerenciamento, ou seja, nas empresas, nas prefeituras, nos Estados, …
Veja a reportagem no vídeo abaixo


 

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