Sem uma alteração muito clara em padrões de produção e consumo, não se
conseguirá a sustentabilidade. A opinião é do secretário executivo da Comissão
Nacional para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento
Sustentável (Rio+20), embaixador Luiz Alberto Figueiredo. Para ele, quem tem que
liderar essas mudanças são os países ricos, que possuem padrões de produções e
consumo insustentáveis.
Segundo Figueiredo, que participou , no dia 11/5, no Rio de Janeiro, de
debate com profissionais da mídia sobre a Rio+20, essas mudanças de padrões
envolvem, pelo lado da produção, o uso mais racional e eficiente de recursos
naturais e de energia, além do aprimoramento de processos produtivos e, pela
área do consumo, maior educação e alterações culturais que levem as populações a
“não testarem os limites do planeta”.
“Quando se fala em padrões de produção e consumo, quem tem que liderar [essa
mudanças] são os países ricos, que têm claramente os padrões mais
insustentáveis. Não é possível achar razoável exigir que a nova classe média da
Índia ande de bicicleta para salvar o planeta, se a classe média nos países
desenvolvidos tem dois carrões na garagem”, disse.
O embaixador Figueiredo defende a busca por uma convergência entre os dois
modelos extremos de consumo.
“Temos que buscar uma contração dos que estão abusando e um aperfeiçoamento
dos que não têm nada para que cheguemos a um padrão que o planeta aguente, que o
planeta sustente”, acrescentou.
Reportagem de Thais Leitão, da Agência Brasil, publicada
pelo EcoDebate, 14/05/2012







