Os secretários estaduais de Infraestrutura e
Logística, José Richa Filho, e do Planejamento, Cássio Taniguchi, debateram
nesta terça-feira (03) formas de implantar o conceito de sustentabilidade em
edifícios públicos, erguendo os chamados “prédios verdes”, e a inserção nas
ações de sustentabilidade na área da construção civil.
O encontro “Edificações Sustentáveis no Estado do Paraná”, realizado no
auditório do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em Curitiba, teve a
participação de engenheiros e responsáveis por órgãos da administração direta e
indireta, além de representantes de autarquias estaduais e agentes públicos da
área técnica e de planejamento de obras no Governo do Estado.
O objetivo do encontro foi sensibilizar os gestores públicos sobre a
necessidade de maior conscientização da importância de participação do Governo
na nova conjuntura ambiental e de sustentabilidade do mundo globalizado. Também
foram discutidos os meios que o Governo pode adotar como um agente catalisador
de mudanças.
POLÍTICA DE GOVERNO – Na palestra “O Estado do Paraná como referência em
edificações sustentáveis”, o secretário José Richa Filho disse que “o Governo
deve ser um agente de transformação” capaz de induzir ações sustentáveis nas
empresas e na cadeia produtiva do setor de construção, com reflexos em todos os
municípios do Estado. Em muitos casos, segundo ele, as maiores obras das
pequenas cidades são do Governo.
Richa Filho disse que é preciso “criar uma cultura voltada para a
sustentabilidade”. Para ele, é preciso que “a sociedade se aproprie dessa
ideia”, assim como os demais atores do segmento: projetistas, fabricantes,
fornecedores, investidores, construtores, fiscais e certificadores, além do
próprio Governo. Richa Filho explicou que “economia, conservação, reciclagem e
reutilização” são palavras-chave para entender o conceito de edificação
sustentável.
Segundo o secretário, no cenário proposto pela atual administração do Estado, a
construção sustentável deve ser socialmente e culturalmente justa, ambientalmente
correta e economicamente viável. Para isso, é preciso estimular a inovação e
adotar parâmetros técnicos para certificar projetos e obras com
sustentabilidade, a começar pelos estudos de viabilidade.
Entre as medidas que devem ser tomadas, Richa Filho disse que na construção de
suas obras o Estado precisa escolher terrenos compatíveis com o propósito da
obra, garantir a aprovação do licenciamento dos projetos, adotar um plano de
gerenciamento de resíduos sólidos e diretrizes eficazes de consumo de energia,
ar e água.
Ele afirmou que o Brasil dispõe hoje de apenas 1% de “prédios verdes”
(construídos de acordo com o conceito de sustentabilidade). Contudo, até 2013
esse percentual deve subir para 37% em capitais como São Paulo e Rio de
Janeiro, podendo chegar, em Curitiba, até a 50%.
PRÉDIOS VERDES – Para o secretário Cássio Taniguchi, que falou sobre o tema
“Prédios verdes no mundo”, o conceito de sustentabilidade aplicado às
edificações públicas deve atender à questão ambiental, social e econômica. “É preciso
buscar a máxima economia”, ressalta. Existem várias ações, segundo ele, que
podem ser implementadas para poupar recursos.
Entre as medidas que podem ser adotadas está a captação da água da chuva para
uso em limpeza e outros serviços, a ventilação cruzada, que permite a redução
da utilização do ar condicionado, e a substituição de chuveiros elétricos, que
consomem grande quantidade de energia.
“A ideia geral é fazer com que todos os prédios públicos, escolas, unidades de
saúde e unidades administrativas”, disse Taniguchi, “sejam projetados com o
conceito de sustentabilidade”. O resultado dessa medida no setor público será
maior economia de recursos ambientais cada vez mais escassos.
Fonte: ACS – SEIL







