domingo, 5 de agosto de 2012

Florianópolis é destaque em coleta seletiva no Brasil

Fonte:  http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=30758

Cerca de 7% do total de resíduos sólidos coletados em Florianópolis são encaminhados à reciclagem, colocando o município entre as quatro capitais brasileiras com maior volume de recuperação de materiais. O índice, divulgado pelo presidente da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), Marius Bagnati, oferece boas perspectivas ao município, às vésperas do fim do prazo para a implantação do plano de gestão local, conforme o estipulado pelo governo federal.

Aprovado em 2011, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece que após o dia 2 de agosto o país não poderá ter mais lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Os aterros vão receber apenas rejeitos, ou seja, aquilo que não é possível reciclar ou reutilizar. Os municípios ficam também obrigados a elaborar seus próprios planos de resíduos sólidos, conscientizando os cidadãos sobre a forma correta a descartar o lixo. As prefeituras que não se adequarem perderão o acesso a verbas federais destinadas ao setor.

Está em fase de negociações também a chamada "logística reversa", que estende aos fabricantes e comerciantes de produtos a responsabilidade pela coleta de embalagens. A expectativa é que até 2015 a coleta seletiva atinja entre 50% e 70% dos resíduos sólidos em Florianópolis. “Já temos coleta seletiva há 20 anos, o que nos coloca em situação confortável frente a outras cidades, que somente agora começam a investir neste segmento”, afirmou Bagnati.

Atualmente, informa o presidente, a empresa consegue recuperar mil toneladas de resíduos secos por mês, a mesma quantidade que, há menos de uma década, levava até um ano para coletar. “A nossa limitação agora é só o mercado, que não consegue absorver todo este material reciclável”, disse. Ele defende também a elaboração de um plano estadual para o setor e o trabalho conjunto entre os municípios da região. “Ainda há muito por fazer. Precisamos facilitar o acesso a linhas de financiamento e criar polos de reciclagem em torno dos grandes aglomerados urbanos, evitando os altos custos de transporte”.

Nova estrutura
Ainda neste mês o governo federal deve repassar R$ 3 milhões ao município para a melhoria do sistema de coleta seletiva e reciclagem. Um dos beneficiados deve ser a Associação dos Coletores de Material Reciclável (ACMR), entidade para a qual a Comcap repassa para seleção e comercialização os resíduos sólidos coletados.


Os recursos, informa a engenheira sanitarista da Comcap, Flávia Guimarães Orofino,possibilitarão a aquisição de novos equipamentos, como caminhão, prensa, esteira e empilhadeira. Além disso, o espaço físico hoje ocupado pela ACMR deve ser totalmente reformado, com a ampliação do pátio de cargas, pintura e reformas na instalação elétrica e sanitária. “Atualmente o ambiente lá é muito insalubre. As reformas vão dar aos associados melhores condições de trabalho e de vida”, disse.


As melhorias são uma reivindicação antiga da ACMR, ressalta seu presidente, Volmir Rodrigues dos Santos. A reforma deve aumentar ainda mais a capacidade de processamento da entidade, que atualmente recebe por mês cerca de 500 toneladas de resíduos, possibilitando uma renda média de R$ 1.600 a cada um dos seus 80 associados. “A falta de estrutura atrapalha nossa produção, mas nossa maior preocupação é com a qualidade de vida dos coletores. Hoje este local é inadequado para nossas atividades. São freqüentes os cortes ao transitarmos pelos montes de lixo acumulado”. (Alexandre Back) 


 

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