terça-feira, 2 de abril de 2013

Lixão de Maricá, RJ, é desativado por determinação Federal


Local funcionou na cidade durante os últimos 13 anos.
Lixo recolhido será levado para o Centro de Tratamento em Itaboraí.





O lixão de Maricá, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, foi desativado na manhã desta quinta-feira (14), depois de 13 anos de funcionamento. A determinação partiu do Governo Federal, que quer a extinção de todos os lixões e construções de novos aterros sanitários até o ano de 2014.

A partir de agora, o local, que costumava receber diariamente mais de 120 toneladas de lixo, deve ser fiscalizado 24 por guardas municipais. Todos o material deve ser levado para o Centro de Tratamento de Resíduos, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. 

Para ajudar os municípios a erradicar seus lixões, a SEA dispõe do programa Compra de Lixo Tratado, que repassa a cidades recursos de R$ 20 por cada tonelada de resíduos sólidos urbanos que passa a ser destinada a aterros sanitários licenciados. No caso de Maricá, todo o lixo agora será levado para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTRs) de Itaboraí a um custo de R$ 50 a tonelada.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que acompanhou a operação, destacou que a ajuda de R$ 20 para a reciclagem de lixo não é uma medida paternalista porque o Município de Maricá terá que dar uma contrapartida ambiental: aumentar a cada ano o percentual de coleta seletiva na cidade.

“Estamos dando apoio, mas o município tem que dar a contrapartida. Se não aumentar a coleta seletiva no primeiro ano, perde o subsídio no ano seguinte. Acredito que isso não vai acontecer porque a Prefeitura de Maricá está tomando uma série de medidas”, disse Minc.

O secretário ressaltou ainda a importância da recuperação da área do lixão de Maricá e do incentivo à coleta seletiva: “Diminui a quantidade de resíduos destinada para Itaboraí, gerando economia para o município e também renda para os catadores”.

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que também esteve presente no ato de fechamento do local, disse que o fechamento do lixão do Caxito representa o início da liquidação de um passivo ambiental. Quaqua destacou ainda outras iniciativas empreendidas no município: “Estamos com um conjunto de ações para que possamos chegar a ter 100% de água tratada e 70% de esgoto no município”, ressaltou Quaquá.

O secretário municipal de Ambiente de Maricá, Alessandro Terra, informou que agora um dos desafios de sua secretaria será o de recuperar a área em que era localizado o lixão. Segundo ele, todos os esforços estão concentrados na execução de um Plano de Controle e Remediação do Solo, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Terra disse ainda que a prefeitura pretende transformar a área em um grande parque dedicado a esportes radicais.

Fonte: http://g1.globo.com/rj/serra-lagos-norte/noticia/2013/03/lixao-de-marica-rj-e-desativado-por-determinacao-federal.html


 

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