sexta-feira, 3 de maio de 2013

Prefeitos debatem fim dos lixões em 2014 conforme institui Política Nacional


Da assessoria de imprensa do EMDS
Os desafios da gestão dos resíduos sólidos foram tema do II Encontro de Municípios com o Desenvolvimento Sustentável – Desafios dos novos governantes locais (II EMDS), realizado em Brasília (DF). Os prefeitos debateram as dificuldades e necessidades em acabar com os lixões até agosto de 2014, como obriga a lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Hoje, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil ainda tem 2.810 lixões ativos, dos quais 98% encontram-se em municípios de até 100 mil habitantes.
Os prefeitos dizem que um dos principais desafios para cumprir a legislação refere-se ao acesso aos recursos financeiros, necessários à elaboração de projetos, implementação de ações como coleta seletiva, educação ambiental. Qualquer que seja a ação, como a construção de aterros sanitários, implantação de usina de compostagem, e etc., serão necessários recursos.
Segundo Zilda Veloso, diretora de Ambiente Urbano, do ministério do Meio Ambiente, para ter acesso aos recursos da união, é imprescindível ter um plano de resíduos sólidos. O plano vai ter que exemplificar como vai ser a desativação do lixão e o que vai ser feito pra recuperar a área. Esse gerenciamento consta numa resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O ministério está fazendo cursos de capacitação pelo Brasil para o tratamento das áreas contaminadas. "A nossa prioridade é o consórcio de municípios por se tratar de uma economia de escala”.    
 
Além da falta de recursos, ainda há outras dificuldades. Os prefeitos enfrentam problemas na elaboração de projetos, contratação e acompanhamento de contratos. Isso acaba inviabilizando o que é exigido na lei.  Outra dificuldade: qualificação institucional e técnicas insuficientes. Mas, de acordo com Gustavo Zarif Frahya do ministério das Cidades, o governo está apoiando a implantação de aterros sanitários regionais. O requisito é ter o plano, projeto básico, titularidade de local adequado e relatório de impacto ambiental. 
O diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Resíduos Sólidos, Carlos Roberto Vieira, diz que a situação dos locais de destinação do lixo vai ter que uma solução rápida. E explica: um estudo da ONU e do Banco Mundial mostra que o desperdício de alimentos crescerá 44 por cento até 2025. 
Além disso, as previsões mostram que a população mundial chegará a nove bilhões e meio de habitantes, onde dois terços dessas pessoas estarão nas cidades. "Se continuarmos com as práticas atuais, colocamos em risco o potencial de sobrevivência do nosso planeta. Para frear isso, temos a nova Política Nacional de Recursos Sólidos, que traz inúmeros benefícios", explicou Carlos.

 

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